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Boi gordo: preços sobem no 4º tri com queda dos abates

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Boi gordo: preços sobem no 4º tri com queda dos abates

Boi gordo: preços sobem no 4º tri com queda dos abates abre o quarto trimestre de 2025 com perspectiva de valorização, impulsionada pela retração na oferta de animais após o encerramento da safra de confinamento.

Oferta recua depois do pico nos confinamentos

No terceiro trimestre, os abates totalizaram 10,8 milhões de cabeças, recorde da série histórica, puxados por Mato Grosso (MT), Goiás (GO) e São Paulo (SP). O abate de fêmeas, entretanto, caiu para 4,8 milhões, ante 5,3 milhões no segundo trimestre. Com os currais atingindo lotação máxima em outubro, projeções indicam queda nos abates até dezembro, cenário que costuma sustentar altas de preços.

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Demanda externa continua firme

De janeiro a agosto, a receita das exportações brasileiras de carne bovina alcançou aproximadamente US$ 10 bilhões, frente a US$ 8 bilhões em 2024. O preço médio de exportação subiu para US$ 5,21/kg. O tarifaço imposto pelos EUA redirecionou volumes para China, México, Rússia e Filipinas, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), reforçando a resiliência da cadeia.

Surto de bicheira no México cria oportunidade

Confirmado em 21 de setembro em Nuevo León, o foco de New World Screwworm mantém a fronteira norte-americana fechada ao gado mexicano. Uma eventual disseminação para o Texas pode elevar a dependência mexicana da proteína brasileira, fortalecendo o Brasil como fornecedor estratégico em um mercado mais restrito.

Tendência técnica aponta reação

O contrato futuro BGI V25 perdeu 11 % após falhar em romper R$ 326,55, mas encontra suporte em R$ 307,81. A superação de R$ 313,28 sugere retomada de alta; nova queda abaixo do suporte reforçaria o viés de baixa. Mesmo com volatilidade, a conjunção de menor oferta interna e exportações aquecidas favorece a valorização do preço do boi gordo neste fim de ano.

Mato Grosso, São Paulo e Goiás concentram 4,5 milhões das 8,5 milhões de cabeças confinadas estimadas para 2025, consolidando-se como epicentros da recuperação das cotações.

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Crédito da imagem: Money Times

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