Produção da PetroReconcavo cai 1,8% em setembro
Produção da PetroReconcavo cai 1,8% em setembro e atinge média de 25,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/dia) em setembro de 2025, segundo relatório divulgado pela companhia.
Desempenho por ativo
O recuo registrado no mês — equivalente a 1,8% na comparação com agosto — foi puxado principalmente pelo campo de Tiê, na Bahia. No total, a petroleira extraiu 755,8 mil boe, queda de 2,1% em relação ao período anterior.
No Ativo Potiguar, a produção permaneceu praticamente estável em 12,9 mil boe/dia. Houve leve aumento de 0,6% no petróleo, totalizando 8,3 mil barris diários, enquanto o gás natural cedeu 0,5%, para 4,6 mil barris de óleo equivalente.
Já no Ativo Bahia, o volume produzido recuou 3,6%, fechando em 13,1 mil boe/dia. A retração de 6,8% na extração de petróleo ocorreu em virtude do processo de repressurização no campo de Tiê, enquanto a produção de gás se manteve estável.
Perspectiva de dividendos sustenta recomendação de compra
Apesar do desempenho mais fraco em setembro, o BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações RECV3, citando o potencial de pagamentos robustos aos acionistas. O banco projeta dividend yield médio de 12% ao ano entre 2025 e 2027, somando retorno acumulado de 35% no período.
O otimismo da instituição está ancorado em um cash breakeven de aproximadamente US$ 30 por barril, cobertura de hedge para 50% da produção a US$ 65 por barril até 2026 e alavancagem controlada, estimada em 1,1 vez a relação Dívida Líquida/Ebitda ao fim de 2025.
Imagem: Equipe Mey Times
Analistas enfatizam que, mesmo diante de oscilações na produção mensal, o baixo custo operacional e a política de proteção de preços asseguram geração de caixa suficiente para manter os dividendos elevados.
Cenário do setor
O recuo na produção da PetroReconcavo ocorre em meio a um ambiente de preços internacionais de petróleo voláteis. Segundo a Reuters, o mercado tem reagido a incertezas geopolíticas e ajustes de oferta promovidos pela Opep+, fatores que podem influenciar a estratégia de hedge das empresas independentes brasileiras.
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Crédito da imagem: REUTERS/Stringer/Archivo















