Jane Goodall morre aos 91 anos e deixa legado ambiental
Jane Goodall morre aos 91 anos e deixa legado ambiental. A cientista britânica, referência mundial na primatologia e no ativismo ambiental, faleceu de causas naturais nesta quarta-feira (15), informou o Jane Goodall Institute.
Jane Goodall morre aos 91 anos e deixa legado ambiental
Reconhecida por revolucionar o estudo do comportamento de chimpanzés nos anos 1960, Jane Goodall rompeu paradigmas ao atribuir nomes — e não números — aos animais que acompanhava no Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia. Suas observações pioneiras sobre o uso de ferramentas pelos primatas redefiniram conceitos científicos sobre a fronteira entre humanos e outras espécies.
Nascida em Londres em 1934 e criada em Bournemouth, Goodall alimentava desde criança o sonho de viver entre animais selvagens. Em 1957, após economizar para uma viagem de navio, desembarcou no Quênia, onde conheceu o paleoantropólogo Louis Leakey. Foi sob sua orientação que instalou, em 1960, o centro de pesquisa que posteriormente se tornaria o Gombe Stream Research Centre.
Com o tempo, a primatologista passou a dedicar-se também à conservação do meio ambiente, alertando para a perda de habitat dos chimpanzés e para a crise climática global. Em 1977, ela criou o Jane Goodall Institute, que hoje apoia projetos de pesquisa, educação e desenvolvimento sustentável em diversos países. O programa juvenil Roots & Shoots, fundado por Goodall, incentiva crianças e adolescentes a liderar ações ambientais em suas comunidades.
Entre as inúmeras distinções recebidas, destacam-se o título de Dama do Império Britânico (2003) e a Medalha Presidencial da Liberdade dos Estados Unidos (2025). Para a National Geographic, parceira de longa data, Goodall “trouxe o mundo dos chimpanzés para dentro da casa das pessoas” por meio de filmes, revistas e documentários.
Imagem: Susan Heavey Reuters
Goodall publicou mais de 30 livros, incluindo o best-seller “Reason for Hope” (1999), e continuou viajando em média 300 dias por ano até a década de 2020, motivada pela convicção de que “ainda há tempo” para reverter os danos ambientais.
No último comunicado, o instituto ressaltou que “cabe a cada um de nós honrar seu legado de proteger e restaurar a natureza”. Para saber mais sobre preservação ambiental e outras pautas atuais, visite nossa seção de notícias em Minas Informa e acompanhe as atualizações.
Crédito da imagem: AP Photo/Manuel Balce Ceneta















