Netanyahu na ONU: delegados abandonam plenário em protesto
Netanyahu na ONU: delegados abandonam plenário em protesto marcou o ponto alto da 78ª Assembleia-Geral, quando dezenas de representantes deixaram o salão assim que o primeiro-ministro israelense começou a falar, evidenciando seu crescente isolamento diplomático.
Netanyahu na ONU: delegados abandonam plenário em protesto
O líder israelense declarou que “Israel precisa concluir o trabalho contra o Hamas em Gaza”, reiterando a continuidade da ofensiva militar que já provocou mais de 65 mil mortes palestinas, segundo autoridades locais. Apesar do esvaziamento do auditório, a delegação dos Estados Unidos permaneceu, demonstrando apoio consistente ao governo de Benjamin Netanyahu.
No discurso, Netanyahu recorreu a recursos visuais: exibiu um mapa intitulado “THE CURSE”, traçou anotações ao vivo e afixou um QR code no paletó que direcionava para conteúdo sobre o conflito. O premiê também elogiou repetidamente o ex-presidente norte-americano Donald Trump, considerado por ele o principal aliado estratégico.
Enquanto parte do público aplaudia, gritos ininteligíveis ecoaram no plenário. Fora do salão, países como Austrália, Canadá, França e Reino Unido reforçaram o reconhecimento de um Estado palestino independente, aprofundando a pressão internacional. A União Europeia avalia sanções comerciais contra Israel, e a Corte Penal Internacional emitiu mandado de prisão por supostos crimes contra a humanidade, acusações refutadas por Netanyahu.
Em gesto inédito, o governo israelense informou que o discurso seria transmitido diretamente em aparelhos celulares dentro de Gaza, após militares assumirem temporariamente redes de telefonia na região. O objetivo, segundo Tel Aviv, seria “levar a verdade aos civis palestinos”.
Analistas apontam que o pronunciamento tinha como meta rebater resoluções recentes da ONU que pedem cessar-fogo imediato e a retomada do processo de dois Estados — proposta que Netanyahu classificou como “inaceitável” por, segundo ele, “recompensar terroristas”.
Imagem: Jennifer Peltz
Para compreender a repercussão global, o portal da BBC destacou que mais de 150 nações já reconhecem a Palestina, enquanto Washington sinaliza limites à anexação de territórios por Israel.
No encerramento, o premiê reiterou que “Israel jamais permitirá a criação de um Estado que ameace sua segurança”. Paralelamente, militantes palestinos divulgaram que sua liderança sobreviveu a recentes ataques em Doha, prometendo responder à ofensiva.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















