Drones sobrevoam aeroportos dinamarqueses e suspendem voos
Drones sobrevoam aeroportos dinamarqueses e suspendem voos durante a madrugada de quarta (3) para quinta-feira (4), obrigando o fechamento temporário de quatro terminais e acendendo um novo alerta de segurança na Europa do Norte.
Drones sobrevoam aeroportos dinamarqueses e suspendem voos
O Ministério da Defesa da Dinamarca classificou a ação como “ataque híbrido” por ocorrer quase simultaneamente nos aeroportos de Aalborg, Esbjerg, Sønderborg e Skrydstrup. O ministro Troels Lund Poulsen afirmou que a operação parece ter sido conduzida por um “ator profissional”, embora nenhum grupo tenha assumido a autoria.
No aeroporto de Aalborg, que também abriga uma base aérea, os voos ficaram suspensos por cerca de três horas, entre 22h e 1h (horário local). Nos demais terminais, as aeronaves não chegaram a decolar ou pousar enquanto os drones, com luzes acesas, sobrevoavam as pistas. A polícia optou por não abatê-los, mas confirmou que não houve risco imediato à população.
Para o ministro da Justiça, Peter Hummelgaard, o objetivo dos operadores foi “semear medo e divisão”. Ele adiantou que o governo apresentará um projeto de lei permitindo que administradores de infraestrutura crítica derrubem drones não autorizados.
O episódio ocorre apenas três dias após incidente semelhante no Aeroporto de Copenhague, o maior da Escandinávia. Na ocasião, as autoridades também suspeitaram de uma atuação “capaz” e não descartaram envolvimento russo. A primeira-ministra Mette Frederiksen classificou o sobrevoo em Copenhague como o “ataque mais grave” já registrado contra a infraestrutura crítica dinamarquesa.
Na sexta-feira (5), Copenhague recebe representantes de países vizinhos para discutir o chamado “muro de drones” da União Europeia, projetado para fortalecer a defesa aérea regional. A OTAN acompanha o caso e já alertou que usará “todos os meios” para responder a violações do espaço aéreo de seus membros.
Imagem: Copenhagen Airt
A tensão cresceu depois da derrubada de drones russos na Polônia e da incursão de caças em espaço aéreo estoniano. O presidente francês Emmanuel Macron defendeu resposta “mais firme” da Aliança, argumentando que nenhum país do bloco pode parecer vulnerável.
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Crédito da imagem: Global News















