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Comac atrasa entregas do jato C919 e reduz meta 2025

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Comac atrasa entregas do jato C919 e reduz meta 2025

Comac atrasa entregas do jato C919 e, sob pressão para competir com Boeing e Airbus, diminui a própria previsão de produção para o próximo ano, mostram dados regulatórios das companhias aéreas chinesas.

Comac atrasa entregas do jato C919 e reduz meta 2025

Os balanços de China Eastern Airlines, Air China e China Southern indicam que 32 aeronaves C919 deveriam ser recebidas em 2025, porém apenas cinco foram entregues até setembro. A informação confirma o atraso da Commercial Aircraft Corporation of China (Comac), fabricante estatal que busca espaço no mercado dominado pelas famílias A320neo e 737 MAX.

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Segundo a agência Reuters, a empresa reduziu a meta de produção anual de 75 para 25 unidades em 2025. Em janeiro, a promessa era de 30 entregas no ano corrente e capacidade para montar 50 jatos em regime anual a partir de 2025. Dois meses depois, a própria Comac elevou publicamente a projeção para 75 aeronaves, agora abandonada.

O cronograma já enfrentava obstáculos desde a suspensão temporária, entre junho e julho, das exportações dos motores CFM fabricados nos Estados Unidos, reflexo de tensões comerciais entre Washington e Pequim. Além das turbinas, o C919 depende de outros componentes estrangeiros, considerado ponto sensível para a indústria aeronáutica chinesa.

Sem certificação dos principais reguladores ocidentais, o modelo recebeu encomendas majoritariamente domésticas e de companhias em Brunei e Camboja, estreitando o alcance internacional. A consultoria britânica IBA classifica as metas da Comac como “ambiciosas” e prevê ritmo de expansão mais lento: 18 entregas em 2025, 25 em 2026 e 45 em 2027.

Cada uma das três grandes aéreas chinesas possui pedidos firmes de 100 unidades do C919. Caso o atraso persista, especialistas avaliam que as companhias terão de manter, por mais tempo, aeronaves de gerações anteriores ou recorrer a arrendamentos de jatos ocidentais.

O novo revés amplia a distância da Comac em relação às líderes globais. A Airbus entrega cerca de 50 A320neo por mês, enquanto a Boeing trabalha para estabilizar a produção do 737 MAX em números semelhantes.

Resumo: o atraso nas entregas e a redução dos planos de produção expõem os desafios da Comac na disputa global por mercado. Acompanhe outras análises sobre o setor na editoria Brasil e siga nossas atualizações.

Crédito da imagem: Divulgação/Comac

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