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Canadá reconhece Estado Palestino e altera aviso de viagem

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Canadá reconhece Estado Palestino e altera aviso de viagem

Canadá reconhece Estado Palestino e altera aviso de viagem ao atualizar seu portal oficial para “Israel e Palestina”, mudança que ocorreu logo após o governo canadense anunciar, na ONU, o reconhecimento formal da soberania palestina.

Canadá reconhece Estado Palestino e altera aviso de viagem

A página Travel Canada, que antes tratava a região como “Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza”, passou a exibir a designação “Israel e Palestina”. Apesar do novo título, a orientação continua a mesma: evitar viagens não essenciais, citando riscos de segurança na área.

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O primeiro-ministro Mark Carney defendeu a decisão durante a reunião de alto nível das Nações Unidas sobre a solução de dois Estados. Segundo ele, reconhecer a Palestina “é necessário” para preservar o direito de autodeterminação e revigorar negociações de paz. Países como Reino Unido, Austrália, Portugal e, um dia depois, França, adotaram postura semelhante.

No encontro, presidido por França e Arábia Saudita, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que “a condição de Estado para os palestinos é um direito, não uma recompensa”. Por vídeo, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu que Israel retome diálogos que encerrem o conflito em Gaza.

A iniciativa canadense recebeu crítica dura do deputado conservador Shuvaloy Majumdar, que classificou o ato como “traição” e “mal”. Ele exigiu que Ottawa publique um mapa com fronteiras e capital do futuro Estado e sugeriu listar a Palestina como patrocinadora de terrorismo. O governo rebateu dizendo que não existe solução militar e que trabalhará por fronteiras seguras e direitos iguais a israelenses e palestinos.

Para reconhecer o Estado palestino, Ottawa exigiu reformas concretas na Autoridade Palestina, incluindo eleições e garantia de que o Hamas não participará do governo futuro, que deverá ser desmilitarizado. Israel, por sua vez, reagiu negativamente: o premiê Benjamin Netanyahu afirmou que o gesto “recompensa o Hamas” e prometeu bloquear qualquer reconhecimento unilateral.

Mais de 140 países membros da ONU já reconhecem a Palestina, mas a representação palestina na organização segue com poderes limitados. Especialistas lembram que a movimentação diplomática pressiona por retomada de negociações, enquanto a ofensiva israelense continua em Gaza.

Segundo Carney, “é hora de agir”, pois “o direito palestino está sendo apagado”. A Casa Branca, alinhada ao governo israelense, sustenta que reconhecer a Palestina neste momento poderia prejudicar esforços por cessar-fogo e libertação de reféns.

Em nota, o governo canadense reiterou que a proposta de dois Estados inclui uma Palestina desmilitarizada, fronteiras seguras para ambos os lados e reformas políticas em Ramallah. Até lá, os canadenses são aconselhados a viajar com extrema cautela.

Para mais detalhes sobre os debates internacionais, consulte o relatório da ONU, referência global em diplomacia.

Confira também outras análises na nossa editoria de Brasil e acompanhe de perto os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

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