Cometa SWAN R2 sofre impacto de vento solar recorde
Cometa SWAN R2 sofre impacto de vento solar recorde enquanto atravessa a órbita de Mercúrio. Rajadas de plasma ejetadas por um buraco coronal no Sol torceram a extensa cauda do objeto recém-descoberto, levando especialistas a prever possível ruptura completa.
Cauda do cometa à mercê do Sol
Imagens publicadas no portal Spaceweather mostram a cauda iônica do SWAN R2 em intensa turbulência. O astrônomo Gerald Rhemann registrou “cada torção, filamento e nó estimulados pelo vento solar”. Em captura de campo amplo, o australiano Michael Mattiazzo identificou um “saca-rolhas de mais de 5° de comprimento”, indício de que uma coronal mass ejection (CME) atingiu o corpo celeste.
Eventos semelhantes já arrancaram caudas de outros cometas, como o Nishimura (C/2023 P1) em setembro de 2023 e o C/2022 E3 (ZTF) poucos meses antes. Caso a atividade solar permaneça elevada, o SWAN R2 pode repetir o fenômeno.
Origem, órbita e visibilidade
Detectado em 12 de setembro por Vladimir Bezugly em dados do satélite SOHO, o cometa recebeu inicialmente o código SWAN25B. Dias depois, o Minor Planet Center designou-o como C/2025 R2 (SWAN). Segundo o Small-Body Database da NASA, trata-se de um visitante de longo período, que retorna ao Sistema Solar apenas a cada 22 mil anos.
Atualmente, o brilho do cometa oscila em torno da magnitude 6, quase no limite da observação a olho nu em céus escuros. Projeções indicam possível ganho para magnitude 5,8. A melhor janela de observação, especialmente no Hemisfério Sul, ocorre após o pôr do sol, quando ele surge próximo a Marte e à estrela Espiga, na constelação de Virgem.
A aproximação máxima à Terra deve ocorrer em 12 de outubro, quando passará a cerca de 0,25 unidade astronômica, ou 37,5 milhões de quilômetros. Ainda assim, o comportamento de cometas é notoriamente imprevisível.
Imagem: Gerald Rhann via Spaceweather.com
Por que o vento solar importa?
Tempestades geomagnéticas fortes foram relatadas entre 15 e 16 de setembro, gerando auroras no extremo norte do planeta. O mesmo fluxo energético segue se propagando pelo espaço e agora atinge o SWAN R2. Se a cauda se desconectar, o cometa poderá “regenerá-la” em questão de horas ou dias, fenômeno que fornece pistas sobre a composição de seu plasma e do hidrogênio captado pelo instrumento SWAN do SOHO.
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Crédito da imagem: Gerald Rhemann via Spaceweather.com















