Ataque de Israel ao Catar gera apoio dos EUA e críticas
Ataque de Israel ao Catar gera apoio dos EUA e críticas marca nova escalada regional após o bombardeio de 9 de setembro, em Doha, que mirou líderes do Hamas e deixou seis mortos, incluindo um agente de segurança catariano.
Netanyahu não descarta novas ofensivas
Em coletiva em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que não descarta “ações adicionais” contra dirigentes do Hamas “onde quer que estejam”. A declaração coincide com a visita do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que reiterou apoio “incondicional” à estratégia israelense. Washington, porém, admitiu não ter sido avisada previamente sobre o ataque a Doha, onde funciona a maior base militar dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Condenação árabe e debate sobre relações diplomáticas
No mesmo dia, líderes de 30 países árabes e islâmicos — entre eles Irã, Turquia e Arábia Saudita — reuniram-se na capital catariana para mostrar solidariedade ao emir Sheikh Tamim bin Hamad Al-Thani. O comunicado final convidou governos que mantêm laços com Israel a “reavaliar” acordos existentes. O Conselho de Cooperação do Golfo advertiu que a continuidade de “políticas agressivas” ameaça futuros entendimentos.
Pressão internacional por cessar-fogo
Paralelamente, o presidente francês Emmanuel Macron comandou videoconferência com Canadá, Reino Unido, Egito, Jordânia e Catar. O premiê canadense Mark Carney qualificou o ataque como violação da soberania catariana e confirmou que seu país apoiará o reconhecimento de um Estado palestino na próxima Assembleia-Geral da ONU.
Conflito em Gaza prossegue
Enquanto a diplomacia se intensifica, forças israelenses continuaram a bombardear Gaza City, matando pelo menos 16 civis e destruindo um prédio de 16 andares. Desde o início da guerra, desencadeada pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 que deixou 1.200 mortos em Israel, mais de 64 mil palestinos já perderam a vida, segundo autoridades locais.
Segundo Rubio, que seguirá para Doha após a visita a Israel, o Catar pode “desempenhar papel-chave” na libertação dos 48 reféns ainda detidos em Gaza e na desmobilização do Hamas. Contudo, suas declarações indicam que Washington já trabalha com a possibilidade de uma operação militar ampliada.
Imagem: Andrew Mills
Para mais detalhes sobre o contexto geopolítico do Oriente Médio, consulte a cobertura especial da agência Reuters.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















