Ibovespa recua e fecha semana aos 142,2 mil pontos
Ibovespa recua e fecha semana aos 142,2 mil pontos, interrompendo a série de recordes que impulsionou o principal índice da B3 à marca inédita de 144 mil pontos na véspera. Nesta sexta-feira (12), a realização de lucros dominou o pregão, enquanto investidores monitoraram a possibilidade de o Federal Reserve anunciar, na próxima semana, o primeiro corte de juros nos Estados Unidos em nove meses.
Ibovespa recua e fecha semana aos 142,2 mil pontos
O índice terminou o dia com queda de 0,61%, a 142.271,58 pontos, depois de oscilar entre 142.240,70 e 143.202,09 pontos. No acumulado da semana, o recuo foi de 0,26%, mas o mês ainda registra ganho de 0,60%. O giro financeiro foi modesto, totalizando R$ 16,4 bilhões.
No exterior, os pedidos de auxílio-desemprego acima do esperado nos EUA reforçaram a leitura de arrefecimento econômico, reduzindo os rendimentos dos Treasuries e fortalecendo apostas em estímulo monetário. Segundo a Reuters, analistas veem a decisão do Fed como chave para a direção dos mercados globais nos próximos meses.
Entre as bolsas norte-americanas, o Nasdaq avançou 0,44% e cravou novo recorde, impulsionado pela Microsoft. Já o S&P 500 cedeu 0,05%, e o Dow Jones recuou 0,59%.
Destaques corporativos na B3
No setor financeiro, Itaú Unibanco (ITUB4) liderou as perdas, caindo 1,5%, seguido por Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11). Em contrapartida, Banco do Brasil (BBSA3) subiu 0,41%.
A Petrobras (PETR4) recuou 0,67%, mesmo com o avanço de 0,93% do Brent, diante de ajustes de posição após forte valorização recente. A ação ainda acumula alta de 1,93% na semana.
A Vale (VALE3) encerrou praticamente estável (-0,04%), refletindo oscilações moderadas nos preços do minério de ferro e a licença obtida para ampliar a produção em Carajás.
Imagem: Equipe Mey Times
Na siderurgia, Gerdau (GGBR3) afundou 4,12%, enquanto Usiminas (USIM5) caiu 0,44% e CSN (CSAN3) subiu 0,13%. Entre as exportadoras de proteína, Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3) ganharam mais de 2%, beneficiadas pela retirada de tarifa dos EUA sobre celulose e ferro-níquel brasileiros.
Perspectivas
Além da decisão do Fed, agentes locais acompanham a resposta dos EUA à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF, tema que pode influenciar o câmbio e fluxos de capitais. No front doméstico, o avanço de 0,3% no volume de serviços em julho, divulgado pelo IBGE, reforça a resiliência da atividade mesmo diante de juros elevados.
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Crédito da imagem: Pixabay/frycyk01















