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Azul e Gol disparam até 17% com queda do dólar

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Azul e Gol disparam até 17% com queda do dólar

Azul e Gol disparam até 17% com queda do dólar nas negociações desta sexta-feira, 12 de setembro de 2025. A valorização acontece em meio ao recuo da moeda norte-americana e da curva de juros, fatores que aliviam o caixa das companhias aéreas.

Azul e Gol disparam até 17% com queda do dólar

Por volta das 15h20 (horário de Brasília), as ações preferenciais da Azul (AZUL4) subiam 6,56%, cotadas a R$ 1,30, enquanto os papéis da Gol (GOLL54) avançavam 3,22%, negociados a R$ 6,41. Nas máximas do pregão, os ganhos chegaram a 17% e 10%, respectivamente, colocando as empresas entre os maiores destaques positivos da B3.

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Segundo Felipe SantAnna, especialista do grupo Axia Investing, o rali reflete “a forte desvalorização do dólar frente ao real, que está nas mínimas do ano”. Às 15h53, a moeda caía 0,75%, sendo vendida a R$ 5,3495. Como a maior parte dos custos operacionais das companhias aéreas — combustível, leasing de aeronaves e manutenção — é dolarizada, a queda do câmbio melhora as projeções de fluxo de caixa e rentabilidade.

O analista também cita o stop dos vendidos: “Quanto mais a ação sobe, mais investidores que estavam vendidos precisam recomprar os papéis, o que potencializa a alta”. O movimento de short squeeze já havia impulsionado as ações no início da semana, quando AZUL4 saltou mais de 60% e GOLL54 avançou cerca de 40% em poucos dias.

No acumulado de 30 dias, Azul registra valorização superior a 116%, enquanto Gol soma alta de 19%. A companhia de João Pessoa concluiu recentemente seu processo de reestruturação nos Estados Unidos (Chapter 11), ao passo que a rival de Campinas iniciou procedimento semelhante.

Outra variável no radar é o acordo de codeshare firmado entre as duas aéreas. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou que a operação seja notificada em até 30 dias corridos, sob pena de se caracterizar gun jumping. Caso a notificação não ocorra, o compartilhamento de voos terá de ser desfeito, informou a agência Reuters.

Analistas ponderam que uma eventual combinação de negócios continua distante. Fabio Campos, vice-presidente institucional e corporativo da Azul, afirmou recentemente que a prioridade “está 100% na reestruturação”.

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Crédito da imagem: iStock/Matheus Obst

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