Anvisa proíbe 32 suplementos de empresa sem licença
Anvisa proíbe 32 suplementos da Ervas Brasillis Produtos Naturais Ltda. após constatar falhas graves de higiene e ausência de licenciamento sanitário, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União em 5 de setembro.
Anvisa proíbe 32 suplementos de empresa sem licença
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão imediata e a proibição de comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de todos os lotes dos 32 suplementos produzidos pela empresa Ervas Brasillis. A decisão, assinada na sexta-feira (5), decorre de inspeção que identificou condições consideradas insalubres de higiene e o funcionamento sem licença sanitária.
Entre os produtos vetados estão:
– Creatina Monohidratada sabores Frutas Vermelhas e Laranja (Turbo Black Vitamin)
– Colágeno Tipo II Não Desnaturado (Turbo Black e NB Nutrition)
– Cafeína com Taurina (Turbo Black Vitamin)
– Moringa, Maca Peruana, Hibisco e Graviola (Ervas Brasil)
– Ômega 3, Magnésio Treonato e Magnésio Dimalato (NB Nutrition)
– Tadala Natural (NB Nutrition) e Max Vision (Turbo Black Vitamin)
– Lactoze sem Glúten (Turbo Black Vitamin) e Lactoze (Natuforme Produtos Naturais)
– Óleo de Girassol Ozonizado (Ozonlife), entre outros.
A resolução também alcança “todos os produtos fabricados pela Ervas Brasillis”, ampliando o bloqueio para quaisquer itens não listados nominalmente. O texto legal cita que a empresa não apresentou documentos que comprovassem boas práticas de fabricação nem autorização de funcionamento.
Consumidores que possuam algum dos suplementos devem interromper o uso imediatamente e entrar em contato com o ponto de venda para devolução. A Anvisa orienta que eventuais queixas de efeitos adversos sejam comunicadas pelo sistema Notivisa. Mais detalhes sobre o procedimento podem ser conferidos no site oficial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Imagem: Internet
Empresas que comercializem os itens proibidos estão sujeitas a recolhimento de estoque e multas que podem ultrapassar R$ 1,5 milhão, conforme a Lei nº 6.437/77, que regula infrações sanitárias no país.
Esta é a segunda grande interdição de suplementos em 2025. Em abril, outro fabricante foi suspenso por problemas semelhantes de contaminação cruzada e rotulagem inadequada, reforçando o alerta para o segmento de produtos naturais e esportivos.
Para acompanhar novos desdobramentos desse caso e outras decisões das autoridades sanitárias, visite a editoria Brasil do Minas Informa e fique por dentro das atualizações.
Crédito da imagem: Mariana Souza















