Entrevista de visto americano agora só no país de residência
Entrevista de visto americano agora só no país de residência tornou-se regra desde 6 de setembro de 2025, quando o Departamento de Estado dos Estados Unidos passou a exigir que todo requerente de visto não imigrante compareça ao consulado localizado em seu país de residência ou nacionalidade.
Medida atinge turistas, estudantes e trabalhadores
Até então, candidatos podiam escolher postos consulares em outras nações para acelerar o processo. A mudança impacta sobretudo cidadãos de países sem serviços consulares norte-americanos em funcionamento. Afegãos, por exemplo, deverão se deslocar a Islamabad, no Paquistão, após o fechamento da embaixada em Cabul. Já russos terão de agendar entrevistas em Astana, Cazaquistão, ou em Varsóvia, Polônia, por causa da redução de operações em território russo.
Segundo o Departamento de Estado, o objetivo é “otimizar o processo” e reduzir burocracias em um momento de alta demanda por vistos de turismo, estudo, negócios e trabalho temporário. A pasta alerta que pedidos apresentados fora do país de residência poderão enfrentar atrasos mais longos; além disso, as taxas pagas não serão reembolsadas nem transferidas.
Críticas de advogados e exceções previstas
Advogados de imigração apontam custos adicionais, obstáculos logísticos e potenciais atrasos para empresas e instituições acadêmicas que recrutam estrangeiros. Em redes sociais, especialistas destacam prejuízos à mobilidade internacional de profissionais qualificados e estudantes.
Permanecem isentas da nova regra as categorias diplomáticas e oficiais (A, G, C-2, C-3, NATO), viagens ligadas ao Acordo da Sede da ONU e casos humanitários ou médicos. Solicitantes que já estejam em solo norte-americano continuam aptos a estender seu status pelo formulário I-129, protocolado no U.S. Citizenship and Immigration Services (USCIS), sem necessidade de entrevista presencial.
Imagem: Internet
Planejamento é essencial
O governo recomenda que viajantes verifiquem a lista de consulados designados no site oficial do Departamento de Estado antes de comprar passagens ou pagar taxas. Especialistas sugerem agendar com antecedência, sobretudo quem pretende embarcar para o ano letivo de 2026 ou para contratos temporários de trabalho.
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Crédito da imagem: Kit/Unsplash















