Mini-índice cai pela terceira sessão e dólar recua
Mini-índice cai pela terceira sessão e dólar recua na B3 nesta quarta-feira (3). O contrato de Ibovespa futuro para outubro cedeu 0,49%, aos 141.800 pontos, enquanto o dólar futuro do mesmo vencimento recuou 0,36%, a R$ 5,4855.
Mini-índice cai pela terceira sessão e dólar recua
O mini-índice acumulou a terceira baixa seguida, pressionado pela queda do petróleo no exterior, pelo desempenho misto das bolsas de Nova York e pela cautela em torno do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. Analistas gráficos do BTG Pactual alertaram que o ativo pode reverter a tendência de alta caso perca a média móvel de 200 períodos, localizada em 139.300 pontos.
No câmbio, o dólar futuro seguiu o movimento do índice DXY e encontrou suporte dinâmico na média de 21 períodos (5.490 pontos). Para confirmar um novo impulso de alta, os especialistas apontam a necessidade de superar 5.540 pontos, o que abriria caminho para 5.610.
Produção industrial e cenário político pesam
Internamente, o IBGE informou que a produção industrial brasileira caiu 0,2% em julho frente a junho. Para Marcelo Bolzan, planejador financeiro da The Hill Capital, o recuo reflete os efeitos da política monetária contracionista, com a taxa básica de juros em 15% ao ano.
A cena política também esteve no radar. No segundo dia de julgamento, o advogado de defesa Celso Vilardi argumentou que Jair Bolsonaro não atentou contra o Estado Democrático de Direito após as eleições de 2022, mantendo os investidores atentos ao desfecho no STF.
Influência externa limita ganhos
Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única diante da expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve. Autoridades como Christopher Waller e Raphael Bostic sinalizaram espaço para reduções ainda em 2025, segundo a Reuters. O relatório JOLTS, que mostrou queda nas vagas de emprego para 7,18 milhões em julho, reforçou a percepção de esfriamento no mercado de trabalho, mas não foi suficiente para impulsionar o apetite por risco no Brasil.
Imagem: Equipe Mey Times
No mercado de commodities, a retração do petróleo contribuiu para a pressão sobre o mini-índice, que tem forte correlação com as ações de grandes petroleiras listadas no Ibovespa futuro.
Em síntese, a combinação de dados domésticos fracos, incertezas políticas e oscilações externas manteve o investidor em modo defensivo, levando o mini-índice a renovar mínimas semanais.
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Crédito da imagem: Adobe Stock















