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Gás do riso: como óxido nitroso age no corpo humano

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Gás do riso: como óxido nitroso age no corpo humano

Gás do riso é o apelido do óxido nitroso (N₂O), composto incolor e adocicado que, ao ser inalado, provoca rápida euforia e crises involuntárias de riso. Descoberto em 1772 pelo químico Joseph Priestley, o gás começa a agir em cerca de 30 segundos e perde o efeito um minuto após a interrupção da inalação, sendo eliminado pelos pulmões sem resíduos metabólicos.

Da diversão à anestesia

Popularizado em espetáculos do século XIX, o N₂O ganhou notoriedade quando o ex-estudante Gardner Colton exibiu uma paródia de Shakespeare com plateia rindo sob seu efeito. A experiência levou o dentista Horace Wells a testá-lo como anestésico em 1844, consolidando seu uso clínico. Hoje, o gás do riso é permitido no Brasil apenas para fins medicinais, atuando como ansiolítico, analgésico e anestésico em consultórios médicos e odontológicos.

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Como o N₂O provoca euforia

Embora o mecanismo completo ainda seja estudado, sabe-se que o óxido nitroso interfere na liberação de dopamina e endorfina, neurotransmissores ligados ao prazer e à dor. Ao reduzir a autocensura cerebral, gera relaxamento, leveza e risadas espontâneas. Em termos analgésicos, o efeito equivale a aproximadamente 15 mg de morfina.

Benefícios e limitações clínicas

Graças à ação rápida, o N₂O é útil em procedimentos de curta duração e situações de emergência, como traumas. Pacientes pediátricos também se beneficiam da redução de ansiedade sem necessidade de sedação profunda. No entanto, a Organização Mundial da Saúde recomenda supervisão criteriosa: o gás é contraindicado para menores de dois anos, pessoas com pneumotórax, obstrução intestinal, congestão nasal, deficiência de vitamina B12 ou distúrbios psiquiátricos graves.

Riscos controláveis

Mais solúvel que oxigênio e nitrogênio, o óxido nitroso pode acumular-se em cavidades aéreas do corpo, elevando a pressão intracraniana e alterando a frequência respiratória. Por isso, médicos ajustam a dosagem por máscara facial e combinam o gás com anestesia local, garantindo que os efeitos desapareçam minutos após o término da inalação.

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Crédito da imagem: Ben Mills (Wikimedia)

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