Israel mata porta-voz do Hamas e bombardeia Gaza em ofensiva
Israel mata porta-voz do Hamas e bombardeia Gaza em ofensiva na sequência de uma série de ataques que deixaram ao menos 43 palestinos mortos desde sábado, segundo hospitais locais.
Porta-voz das Brigadas Al-Qassam é alvo
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou neste domingo (4) a morte de Abu Obeida, histórico porta-voz das Brigadas Al-Qassam, braço armado do Hamas. De acordo com Katz, Obeida foi eliminado durante operações no fim de semana na Cidade de Gaza. O líder havia feito sua última comunicação pública na sexta-feira, quando Israel declarou a área como zona de combate e iniciou uma nova ofensiva terrestre.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já havia informado que Obeida fora atacado, mas ainda sem comprovação de óbito. Até o momento, o Hamas não comentou a declaração israelense.
Crescem as baixas civis em Gaza
Enquanto as Forças de Defesa de Israel avançam, os hospitais relatam um número crescente de vítimas civis. O Hospital Al-Shifa, o maior do enclave, registrou 29 corpos em seu necrotério, incluindo dez pessoas atingidas enquanto buscavam ajuda humanitária. Na manhã de domingo, outras 11 mortes foram computadas, sete delas de civis que tentavam chegar a pontos de distribuição de alimentos, informou o Hospital Al-Awda.
Testemunhas relataram fogo contra multidões no Corredor Netzarim, zona controlada pelas tropas israelenses que divide o território. “Tentávamos conseguir comida, mas fomos recebidos a tiros”, afirmou Ragheb Abu Lebda, de Nuseirat.
Deslocamento em massa e fome
Dados da Organização das Nações Unidas indicam que 65 mil palestinos abandonaram suas casas desde 1.º de agosto, elevando para mais de 90% o percentual da população de Gaza deslocada ao menos uma vez desde outubro passado. Em meio à escassez, o Ministério da Saúde local registrou sete mortes de adultos por desnutrição nas últimas 24 horas, totalizando 215 óbitos nessa faixa etária; 124 crianças também teriam sucumbido às condições de fome ao longo do conflito.
Para a ONU, as estatísticas do ministério, administrado por profissionais de saúde, continuam sendo a fonte mais confiável sobre vítimas no território, embora o governo israelense conteste os números. Um balanço atualizado aponta 63.371 palestinos mortos desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023.
Imagem: Staff The Associated Pres
Especialistas da Organização das Nações Unidas alertam que a redução de corredores de ajuda e o anúncio de novos projetos de infraestrutura israelense no sul podem agravar o quadro, configurando deslocamento forçado, segundo o direito internacional.
No momento em que Israel intensifica seus bombardeios, as autoridades militares renovam a recomendação para que a população civil se desloque ao sul da Faixa. Muitos residentes, no entanto, afirmam não ter meios ou segurança para mais uma mudança.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















