Hackers Gmail: roubo de dados e exigência de bitcoins
Hackers Gmail: roubo de dados e exigência de bitcoins ameaçam milhões de usuários após o grupo ShinyHunters obter informações comerciais de pequenas e médias empresas hospedadas em um banco de dados da Salesforce, utilizado pelo Google Workspace.
Golpe explorou engenharia social na Salesforce
Segundo relatório divulgado em publicação oficial do Google Threat Intelligence, um funcionário da Salesforce foi induzido a instalar um software malicioso sob o pretexto de suporte de TI. Com isso, o ShinyHunters acessou dados básicos — nomes e contatos corporativos — por um curto período, antes de o acesso ser bloqueado.
O Google notificou os usuários afetados no último 5 de agosto. Apenas o Gmail contabiliza mais de 2,5 bilhões de endereços, ampliando o alerta para ataques de phishing e vishing. A prática já representa 37% das invasões bem-sucedidas nos serviços da companhia, aponta o mesmo levantamento.
Extorsão em bitcoin aumenta a pressão sobre as vítimas
Após o roubo, os criminosos passaram a ligar ou enviar e-mails exigindo pagamento em bitcoin no prazo de 72 horas. O Google diz acreditar que o grupo prepara a divulgação de um site de vazamento de dados para forçar as empresas a ceder.
Além da big tech, Qantas, Allianz, Cisco, Louis Vuitton e Adidas também foram alvo da mesma tática este ano, sempre por meio de consultas ao banco de dados da Salesforce.
Quatro passos para reforçar a segurança do Gmail
O Google recomenda ignorar ligações suspeitas — a empresa não telefona para usuários sobre segurança — e adotar as seguintes medidas:
Imagem: Jess Rodriguez
1. Criar uma nova senha forte;
2. Habilitar autenticação de dois fatores sem SMS;
3. Configurar chave de acesso física ou digital;
4. Participar do Programa de Proteção Avançada.
Em um dos incidentes, o invasor conseguiu extrair apenas 10% dos dados antes da detecção; em outro, escalonou a operação para tabelas inteiras após testes menores. A big tech destaca que todas as violações ocorreram por manipulação humana, não por falhas técnicas na plataforma.
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Crédito da imagem: Jess Rodriguez/Shutterstock















