Marcelo Ramos: gol de propósito contra o Bahia no Ipatinga
Marcelo Ramos: gol de propósito contra o Bahia no Ipatinga abriu a confissão do ex-atacante ao revelar que, em 2009, deixou de marcar para protestar contra salários atrasados do Ipatinga e, ao mesmo tempo, evitar balançar a rede do clube do coração, o Bahia.
Protesto motivado por atrasos salariais
Durante participação no Charla Podcast, o ex-artilheiro do Cruzeiro detalhou que a direção do Ipatinga, então liderada por Itair Machado, devia vencimentos aos jogadores. A insatisfação tomou conta do elenco e, segundo Marcelo Ramos, a partida contra o Bahia, válida pela Série A de 2009 no estádio de Pituaçu, converteu-se em palco de protesto pessoal.
“Estávamos com salário atrasado. O Hamilton cruzou na medida, mas eu deixei a bola passar. O campo estava perfeito; fui eu que optei por não fazer o gol”, relatou. A recusa aconteceu, explicou, pela combinação de frustração com os atrasos e o carinho histórico pelo Bahia, clube que o revelou e pelo qual marcou 128 gols.
Carreira vitoriosa na Raposa
Com 163 gols em quatro passagens que somaram cinco anos e meio, Marcelo Ramos é o sexto maior artilheiro da história do Cruzeiro. Ele é também o único atleta campeão da Libertadores (1997), do Brasileirão (2003) e da Copa do Brasil (1996 e 2003) pelo clube celeste. Entre outros títulos, ergueu Recopa Sul-Americana, Copa Sul-Minas e quatro Campeonatos Mineiros.
Comparações e números marcantes
Desde então, ninguém ultrapassou a barreira dos 100 gols pelo Cruzeiro. Fred chegou mais perto, com 81, enquanto Wellington Paulista anotou 75. Ramos, conhecido como “Flecha Azul” nos anos 1990, mantém números expressivos temporada a temporada — foram 31 gols em apenas 40 jogos em 1996, por exemplo.
Consequências da revelação
A confissão repercutiu entre torcedores e imprensa. O GE destacou a fala como um dos casos raros em que um jogador admite ter desperdiçado chance clara de gol deliberadamente. Até o momento, a diretoria do Ipatinga não se pronunciou sobre o relato do ex-jogador.
Imagem: Nicanor Pires
Marcelo Ramos pendurou as chuteiras em 2012, aos 39 anos, mas continua presente em debates esportivos. Sua franqueza ao relatar bastidores reforça discussões sobre direitos trabalhistas no futebol brasileiro.
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Crédito da imagem: Nicanor Pires/Divulgação














