Exercícios no Mar do Sul da China unem Canadá e aliados
Exercícios militares no Mar do Sul da China mobilizaram, nesta quarta-feira (27), três navios de guerra do Canadá, da Austrália e das Filipinas para manobras de defesa aérea nas proximidades do disputado Scarborough Shoal.
Exercícios no Mar do Sul da China unem Canadá e aliados
O destróier australiano de mísseis guiados HMAS Brisbane, a fragata canadense HMCS Ville de Québec e a fragata filipina BRP José Rizal executaram formações táticas e simularam a neutralização de ameaças aéreas. Caças e helicópteros filipinos deram apoio às embarcações durante as manobras, concluídas sem incidentes, segundo o Estado-Maior das Forças Armadas das Filipinas.
A operação ocorreu a leste do Scarborough Shoal, área pesqueira não habitada que Manila chama de Bajo de Masinloc e que Pequim reivindica como território chinês. Embora navios da guarda-costeira e da marinha chinesas monitorem a região há anos, o comando filipino informou que não houve contato com unidades chinesas durante o exercício.
A presença multinacional reforça a cooperação em segurança marítima e integra a maior série de exercícios já realizada pela Austrália com as Filipinas, envolvendo mais de 3,6 mil militares ao longo de 15 dias. Canadá e outros parceiros de segurança participam como observadores.
O Scarborough Shoal é um dos pontos mais sensíveis da Ásia. Em 11 de agosto, um navio da marinha chinesa colidiu acidentalmente com uma embarcação da própria guarda-costeira ao tentar bloquear um patrulheiro filipino, provocando danos consideráveis à proa chinesa. Dois dias depois, os EUA enviaram dois navios de guerra para missões de liberdade de navegação a cerca de 55 km do recife, sendo acompanhados à distância por um destróier chinês.
A China reivindica quase todo o Mar do Sul da China, mas Filipinas, Vietnã, Malásia, Brunei e Taiwan também têm pleitos sobre ilhas e recifes. Washington, aliado de defesa mais antigo de Manila na Ásia, já reiterou que o tratado com as Filipinas obriga os EUA a responder em caso de ataque armado a forças filipinas na região.
Imagem: Jim Gomez The Associated
Analistas apontam que as recentes manobras reforçam a mensagem de que o trânsito marítimo deve permanecer livre, princípio defendido por organismos internacionais e por potências ocidentais. Segundo a BBC, cerca de US$ 3 trilhões em comércio passam anualmente pela rota.
Para acompanhar os desdobramentos desses exercícios e entender seu impacto na política regional, visite nossa editoria Brasil e siga informado.
Crédito da imagem: Global News















