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Ataques israelenses em Gaza deixam 33 mortos, diz hospitais

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Ataques israelenses em Gaza deixam 33 mortos, diz hospitais

Ataques israelenses em Gaza deixam 33 mortos, diz hospitais é o saldo de bombardeios e disparos ocorridos neste sábado (24) no território palestino, segundo dados de unidades médicas locais. A cidade de Gaza, já em emergência alimentar, tornou-se o foco de uma iminente ofensiva terrestre anunciada por autoridades de Israel.

Ataques israelenses em Gaza deixam 33 mortos, diz hospitais

Entre as vítimas, 17 pessoas — mais da metade mulheres e crianças — morreram em tendas improvisadas para deslocados em Khan Younis, no sul do enclave, conforme registros do Hospital Nasser. No norte, perto da passagem de Zikim, disparos do Exército mataram pelo menos cinco civis que tentavam chegar a caminhões de ajuda, relataram profissionais do hospital de campanha Sheikh Radwan.

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A ofensiva ocorre enquanto o relatório da Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC) alerta que cerca de 500 mil habitantes, um quarto da população de Gaza, enfrentam fome catastrófica. O cerco israelense de dois meses e meio, seguido de liberação parcial de insumos, não impediu a escalada de desnutrição: o Ministério da Saúde de Gaza contabiliza 281 mortes relacionadas à falta de alimentos.

O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, declarou que Gaza City poderá ser “destruída” em questão de dias, justificando a ação pelo alegado uso de túneis por combatentes do Hamas. Organizações como Médicos Sem Fronteiras relatam aumento acentuado de bombardeios desde o início de agosto e fluxos de civis em fuga para clínicas improvisadas na região.

A Força de Defesa de Israel afirmou “não ter conhecimento” do ataque específico em Khan Younis e disse estar analisando os demais casos. Há registros frequentes de tiros de advertência contra multidões que se aproximam dos comboios. Testemunhas descrevem caos nos acessos aos caminhões: pessoas carregam sacos de lentilhas e feridos em paletes de madeira, sob calor de 33 °C.

Além do colapso humanitário, o impasse sobre reféns agrava a crise. Estima-se que 20 israelenses permaneçam vivos entre os sequestrados em 7 de outubro de 2023. Familiares criticam uma possível incursão terrestre, temendo o pior para os cativos, enquanto o premiê Benjamin Netanyahu diz buscar negociações “nos termos de Israel”.

Desde o início da guerra, a pasta da Saúde palestina contabiliza 62.622 mortos, números que incluem desaparecidos declarados mortos por comitê judicial. Do lado israelense, protestos internos visam o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, acusado de dificultar acordo com o Hamas.

O agravamento da fome e a ameaça de nova operação militar aumentam a pressão internacional por cessar-fogo, mas mediadores dos Estados Unidos, Egito e Catar aguardam a próxima posição de Israel.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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