Cássio relata veto escolar à filha autista e recebe apoio
Cássio relata veto escolar à filha autista e recebe apoio abriu debate sobre inclusão após o goleiro do Cruzeiro expor, nas redes sociais, a recusa de escolas de Belo Horizonte em matricular Maria Luiza, de cinco anos, autista não verbal.
Cássio pede inclusão real nas escolas de BH
O atleta afirmou que, mesmo apresentando um plano de acompanhamento com profissional especializado desde os dois anos da filha, ouve sucessivos “não” de colégios que se anunciam inclusivos. “Inclusão não é palavra bonita em propaganda, é atitude”, escreveu.
O desabafo recebeu respaldo imediato da torcida organizada Autistas Cruzeirenses, que divulgou nota de solidariedade. O grupo ressaltou que a negativa de matrícula a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é rotina no país e reforçou: “Inclusão não é favor, é direito”.
A organização ainda convocou outras famílias a transformarem a denúncia de Cássio em ponto de partida para mudanças concretas. “Quando uma família sofre com a exclusão, todas sofremos juntas”, destaca o comunicado.
Lei garante matrícula e acompanhamento especializado
De acordo com a lei nº 12.764/2012, alunos com TEA têm direito à matrícula em classes regulares e a acompanhante especializado, quando necessário. A norma prevê multa de três a 20 salários-mínimos a gestores que recusem a inscrição; em caso de reincidência, o responsável pode perder o cargo.
Especialistas lembram que a ausência de fala não impede a aprendizagem. Crianças autistas não verbais se comunicam por gestos, símbolos ou dispositivos eletrônicos, exigindo apenas estratégias adequadas no ambiente escolar. Negar acesso constitui violação de direitos e impacta não apenas o estudante, mas toda a comunidade.
Imagem: Instagram Cássio
Torcida azul celeste reforça cobrança a escolas
Nas arquibancadas e nas redes sociais, torcedores cruzeirenses ampliaram a mobilização, ecoando a mensagem do goleiro e da esposa, Janara Sackl. “Nenhuma criança deve ficar para trás”, escreveu o perfil da organizada, que reúne familiares de pessoas com autismo ligados ao clube.
A repercussão levou instituições de ensino de Belo Horizonte a se pronunciarem, informando que revisam protocolos de admissão. Até o momento, o Cruzeiro não comentou oficialmente o episódio.
O debate sobre acesso à educação inclusiva segue em alta. Para acompanhar essa e outras pautas de cidadania, visite nossa editoria Brasil e fique por dentro das atualizações.
Crédito da imagem: Instagram Cássio/Reprodução















