Israel ameaça Gaza City se Hamas não libertar reféns
Israel ameaça Gaza City se Hamas não libertar reféns. A advertência partiu do ministro da Defesa, Israel Katz, que afirmou que a principal cidade do enclave “pode se tornar outra Rafah” caso o grupo palestino não aceite liberar todos os sequestrados e entregar suas armas.
Condições impostas por Tel Aviv
Em publicação na rede X, Katz declarou que “os portões do inferno” se abrirão sobre os militantes “assassinos e estupradores” até que aceitem as exigências israelenses de cessar-fogo: libertação integral dos reféns feitos em 7 de outubro de 2023 e desmilitarização total do Hamas. A ameaça veio um dia após o premiê Benjamin Netanyahu autorizar o Exército a preparar uma operação de grande escala para tomar Gaza City.
Fome reconhecida pela ONU
No mesmo dia, o Sistema de Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC) confirmou estado de fome na cidade — o primeiro registrado oficialmente no Oriente Médio. Segundo o relatório, quase meio milhão de pessoas enfrentam condições catastróficas de insegurança alimentar. O gabinete de Netanyahu reagiu chamando o documento de “mentira deslavada”, alegando que a ajuda enviada seria suficiente, apesar do bloqueio intensificado entre março e maio.
Mobilização internacional e riscos aos reféns
Pressionado, Netanyahu disse ter iniciado “negociações imediatas” para libertar os cativos nos termos israelenses, sem esclarecer se retomará o diálogo mediado por Egito e Catar. Enquanto isso, o presidente norte-americano Donald Trump classificou a postura do Hamas nas conversas como “extorsão” e sugeriu uma ofensiva rápida para resgatar os sobreviventes — cerca de 20 dos 50 reféns ainda vivos, segundo estimativa israelense.
Civis entre a destruição
Bombardeios já intensos deixaram ao menos 17 mortos na área do hospital Al-Shifa. Uma escola no bairro Sheikh Radwan, que abrigava dezenas de deslocados, foi atingida, somando mais sete vítimas, de acordo com registros hospitalares. O Ministério da Saúde de Gaza contabiliza 62.263 palestinos mortos desde o início da guerra, metade mulheres e crianças.
Com a aproximação da ofensiva terrestre, agências humanitárias alertam para a dificuldade de retirar civis e pacientes, enquanto moradores relatam não ter recursos para novas fugas internas. Netanyahu insiste que “derrotar o Hamas e libertar todos os reféns andam de mãos dadas”.
Imagem: Wafaa Shurafa And Sam Metz
No meio da escalada, a comunidade internacional pressiona por um acordo faseado que inclua trocas de prisioneiros e retirada gradual das tropas israelenses, proposta ainda rejeitada pelos aliados de extrema-direita do governo.
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Crédito da imagem: Associated Press















