México nega acordo com DEA contra cartéis de drogas
México nega acordo com DEA contra cartéis de drogas logo após a agência norte-americana anunciar o “Project Portero”, operação apresentada como parceria formal para combater rotas de contrabando de drogas, armas e dinheiro na fronteira.
México nega acordo com DEA contra cartéis de drogas
Durante coletiva matinal nesta terça-feira (16), a presidente Claudia Sheinbaum declarou que “não existe acordo com a DEA”. Segundo ela, o único evento conjunto foi um workshop realizado no Texas, com quatro agentes da polícia mexicana, voltado a treinamento em centro de inteligência dos Estados Unidos.
A afirmação contrasta com comunicado divulgado pela DEA na véspera. No texto, a agência descreveu o Project Portero como “operação emblemática” conduzida “lado a lado com nossos parceiros mexicanos” e destacou declaração do administrador Terry Cole sobre atuação integrada de procuradores, militares e analistas de inteligência dos dois países.
Visivelmente irritada, Sheinbaum afirmou ter solicitado “respeito ao México” e o cumprimento de protocolos antes de quaisquer anúncios. “Assinamos tratados apenas com o governo dos EUA, não com agências isoladas”, enfatizou.
A mandatária acrescentou que sua gestão trabalha “há meses” em um acordo de segurança mais amplo, praticamente concluído, baseado nos princípios de soberania, confiança mútua, respeito territorial e cooperação sem subordinação.
O impasse surge poucos dias depois de avanços diplomáticos, como o envio de 26 integrantes de cartéis para responder a processos em solo norte-americano e a prorrogação de negociações que evitaram tarifas dos EUA sobre produtos mexicanos. O clima contrasta com o período de tensão do governo anterior, quando Andrés Manuel López Obrador reduziu a presença de agentes da DEA no país.
Imagem: María Verza The Associat
Apesar da negativa sobre o Project Portero, Sheinbaum mantém postura mais dura contra organizações criminosas, reforçando prisões e extradições. “Seguiremos cooperando, mas sempre com base no respeito à nossa soberania”, concluiu.
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Crédito da imagem: Global News















