Chefes de defesa da OTAN discutem garantias de segurança à Ucrânia
Chefes de defesa da OTAN discutem garantias de segurança à Ucrânia em videoconferência que reuniu representantes dos 32 países aliados para avaliar quais compromissos militares podem sustentar um futuro acordo de paz e impedir novas invasões russas.
Chefes de defesa da OTAN discutem garantias de segurança à Ucrânia
O almirante italiano Giuseppe Cavo Dragone, presidente do Comitê Militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), relatou “debate franco” entre os comandantes nesta quarta-feira (10). Participaram o general norte-americano Alexus Grynkewich, comandante supremo aliado na Europa, e, a convite de Washington, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA. Do lado canadense, estiveram a general Jennie Carignan e o coronel François Chamberland.
Segundo Dragone, a unidade demonstrada “foi tangível”, mas os detalhes das possíveis garantias de segurança para a Ucrânia não foram divulgados. Kyiv pede armamentos, treinamento e um mecanismo de resposta rápida ocidental como condição para assinar a paz.
Enquanto isso, o chanceler russo, Sergey Lavrov, criticou a iniciativa por ocorrer “sem a participação de Moscou”, avisando que a Rússia defenderá seus interesses “de forma firme e dura”. Em coletiva com o ministro jordaniano Ayman al-Safadi, Lavrov acrescentou que discussões de segurança “sem a Federação Russa não funcionarão”.
A ofensiva diplomática envolve também o ex-presidente dos EUA Donald Trump, que se reuniu na sexta (5) com Vladimir Putin no Alasca e, na segunda (8), recebeu Volodymyr Zelenskyy e líderes europeus na Casa Branca. Nenhum dos encontros resultou em avanços concretos, e Trump descartou o envio de tropas americanas a território ucraniano.
Mesmo sem Washington em campo, uma coalizão de 30 nações — entre europeias, Japão e Austrália — já sinalizou apoio à criação de uma força de garantia. Militares agora discutem formato, comando e regras de engajamento. A OTAN, porém, afirma que qualquer presença em solo ucraniano deverá respeitar “linhas vermelhas” para evitar escalada.
Imagem: Sam Mcneil And Illia Novikov
Na madrugada de quarta, mísseis e drones russos atingiram seis regiões ucranianas, ferindo 15 civis nas cidades de Sumy e Odesa e danificando portos e infraestrutura energética. Zelenskyy reforçou, no Telegram, a necessidade de “sanções e tarifas adicionais” até que a diplomacia produza resultados concretos.
Discussões sobre um eventual encontro presencial entre Putin e Zelenskyy avançam lentamente. A Suíça ofereceu Genebra como sede, mesmo com o mandado de prisão do TPI contra o líder russo. Para acompanhar as declarações oficiais da Aliança, consulte o site da própria OTAN, referência internacional em segurança coletiva.
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Crédito da imagem: Global News














