Acidente de ônibus no Afeganistão mata 79 repatriados
Acidente de ônibus no Afeganistão mata 79 repatriados deixa 79 afegãos mortos e ao menos dois feridos na província de Herat, noroeste do país, segundo informou nesta quarta-feira (17) o porta-voz do Ministério do Interior, Abdul Mateen Qani.
Acidente de ônibus no Afeganistão mata 79 repatriados
O choque ocorreu por volta das 20h30 de terça-feira, horário local, na rodovia que liga o posto de fronteira com o Irã a Herat. O ônibus que transportava cidadãos recém-repatriados colidiu com um caminhão e uma motocicleta, desencadeando um incêndio de grandes proporções que carbonizou grande parte das vítimas no local. Entre os mortos estão 19 crianças.
De acordo com Qani, apenas duas pessoas sobreviveram com ferimentos graves e foram levadas a hospitais regionais. Autoridades ainda trabalham na identificação dos corpos e na remoção dos destroços.
Acidentes de trânsito são frequentes no Afeganistão, reflexo das más condições das estradas, falta de fiscalização e imprudência ao volante. Especialistas lembram que colisões envolvendo veículos de transporte coletivo costumam ser mais letais, sobretudo em trechos sem sinalização adequada.
O fluxo de afegãos que retornam de países vizinhos aumenta a pressão sobre a infraestrutura rodoviária. Segundo dados oficiais, quase 1,8 milhão de pessoas foram obrigadas a regressar do Irã nos últimos meses. No mesmo período, 184.459 afegãos foram devolvidos pelo Paquistão e mais de 5 mil provenientes da Turquia. Além disso, 10 mil prisioneiros afegãos foram repatriados, a maioria também do Paquistão.
Em julho, o governo talibã criticou publicamente essas expulsões em massa, alegando que Irã e Paquistão violam direitos humanos ao deportar estrangeiros considerados ilegais. Estimativas do Ministério dos Refugiados e Repatriação indicam que cerca de 6 milhões de afegãos ainda vivem no exterior.
Imagem: Staff The Associated Pres
Organizações internacionais como a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) acompanham a situação e alertam para o risco de novas tragédias caso não haja investimento em segurança viária e apoio humanitário aos repatriados.
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Crédito da imagem: Global News















