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Filho que confessou matar a mãe professora sofre ameaças de morte no Ceresp e defesa pede transferência

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Acusado de feminicídio está sob custódia provisória; defesa alega risco à integridade física dentro da unidade prisional

O ex-servidor público investigado por assassinar a própria mãe, uma professora aposentada, está sofrendo ameaças de morte dentro do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), onde está preso preventivamente desde que confessou o crime. A informação foi confirmada pela defesa, que protocolou na Justiça um pedido de transferência urgente do acusado para outra unidade prisional, com a justificativa de garantir sua integridade física.

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O crime, que chocou a comunidade local pela brutalidade e motivação familiar, segue sob investigação da Polícia Civil. O suspeito teria matado a mãe dentro da residência da família e, posteriormente, tentado esconder os vestígios do assassinato. A motivação do homicídio ainda está sendo apurada, mas há indícios de desentendimentos recorrentes entre os dois.

Situação crítica no sistema prisional

Desde que foi transferido para o Ceresp, o réu confesso estaria sendo alvo de ameaças diretas por parte de outros detentos, o que teria gerado um quadro de instabilidade e risco à sua vida. A defesa afirma que a notoriedade do caso e o fato de a vítima ser a própria mãe tornaram o preso vulnerável dentro da unidade, onde crimes com esse perfil costumam ser rejeitados por outros internos.

No pedido encaminhado à Vara de Execuções Penais, os advogados solicitam a imediata remoção para uma cela isolada ou para uma penitenciária de segurança reforçada, alegando que o Estado é responsável por preservar a segurança dos detentos sob sua custódia.

Medidas em análise

O pedido da defesa está sob avaliação da Justiça, que poderá acionar a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) para decidir sobre o novo destino do acusado. A Sejusp ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas fontes ligadas ao sistema penitenciário confirmam que situações como essa exigem avaliação criteriosa de perfil e risco.

Especialistas em direito penal reforçam que, independentemente da gravidade do crime, o sistema prisional tem a obrigação legal de garantir a integridade física dos presos, inclusive daqueles que cometeram delitos de grande repercussão ou de natureza hedionda.

Caso segue em investigação

Enquanto isso, o inquérito policial segue em fase final. O autor confesso do crime já foi ouvido em depoimento e deve ser indiciado por feminicídio qualificado e outros agravantes. A expectativa é de que o Ministério Público ofereça denúncia nos próximos dias.

A morte da professora gerou grande comoção na cidade, especialmente entre ex-alunos, colegas de profissão e familiares. A vítima era reconhecida por seu trabalho dedicado à educação pública e mantinha forte ligação com a comunidade escolar local.

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