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Responsável por clínica de reabilitação feminina é presa por sequestro e cárcere privado

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Polícia resgata 16 mulheres em situação de violação de direitos; local funcionava sem autorização e denúncias apontam maus-tratos e agressões físicas

Uma mulher de 41 anos, responsável por uma clínica de reabilitação para dependentes químicas, foi presa neste fim de semana por sequestro e cárcere privado. A operação, conduzida pela Polícia Civil em parceria com o Ministério Público e a assistência social, resultou no resgate de 16 internas, que estariam sendo mantidas contra a vontade em condições degradantes.

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A ação ocorreu após uma denúncia anônima relatando agressões e privação de liberdade em um imóvel que funcionava como clínica, mas não possuía registro ou alvará de funcionamento regularizado. Durante a vistoria, uma das internas foi encontrada com lesões visíveis, supostamente causadas por agressões físicas da própria responsável pelo espaço.

Segundo a Polícia Civil, as mulheres relataram que não podiam sair da instituição, eram impedidas de ter contato com familiares, e em alguns casos, sofriam punições físicas e psicológicas. “Havia relatos de alimentação precária, falta de cuidados médicos e controle rígido com ameaças constantes”, informou um dos investigadores.

Clínica operava de forma irregular

A suposta clínica, que se apresentava como uma casa de acolhimento e reabilitação, não contava com autorização da Vigilância Sanitária, tampouco com profissionais capacitados para atendimento em saúde mental e dependência química. O local, segundo as autoridades, mantinha uma estrutura precária, com acomodações improvisadas, superlotação e ausência de protocolos de segurança e cuidado.

Os agentes encontraram portas trancadas por fora, janelas com grades e ausência de meios para que as internas pudessem sair por conta própria. A situação foi caracterizada como cárcere privado, o que motivou a prisão da responsável pelo local em flagrante.

Mulheres foram acolhidas e encaminhadas às famílias

As 16 mulheres resgatadas foram atendidas por assistentes sociais e equipes de apoio psicológico. Após triagem e acompanhamento inicial, elas foram encaminhadas para suas famílias ou instituições adequadas, com garantia de direitos e suporte social.

O caso está sendo investigado como sequestro, cárcere privado, exercício ilegal da profissão e lesão corporal. A acusada foi encaminhada ao sistema prisional e está à disposição da Justiça.

Alerta sobre instituições irregulares

As autoridades reforçam a importância de verificar a legalidade de clínicas e centros de reabilitação antes de internar familiares. A atuação de instituições irregulares tem crescido no país, especialmente em áreas vulneráveis, onde o desespero por tratamento muitas vezes leva familiares a buscar alternativas sem a devida fiscalização.

Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais da Polícia Civil, Ministério Público ou pelo Disque 100, da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos.

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