Empresa apresenta projetos para manter produção em 22 milhões de toneladas por ano e reafirma compromisso com sustentabilidade.
Congonhas — A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) defendeu nesta terça-feira (24), em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), dois novos projetos de mineração na tradicional Mina Casa de Pedra, localizada em Congonhas, região Central do estado. As iniciativas — denominadas Lavra do Esmeril e Pilha do Batateiro 4 — visam manter o atual volume de produção da unidade, estimado em 22 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
Segundo a empresa, as áreas em questão estão sob domínio da CSN desde 1940 e possuem licenciamento ambiental em andamento. A companhia reforçou que não se trata de expansão da produção, mas de readequação operacional, garantindo a continuidade das atividades sem aumentar o impacto sobre o território.
Durante a apresentação, representantes da CSN destacaram o compromisso com a mitigação de riscos ambientais, com destaque para a instalação de barreiras físicas, planos de controle de drenagem, revegetação e monitoramento geotécnico. A empresa também afirmou que os projetos seguem as exigências dos órgãos ambientais e contam com estudos técnicos detalhados.
A audiência foi acompanhada por lideranças locais, órgãos ambientais, movimentos sociais e representantes da sociedade civil, em meio a debates sobre os impactos socioambientais e econômicos da mineração na região. A CSN defende que os novos projetos são essenciais para garantir empregos diretos e indiretos, além de manter a arrecadação municipal com a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral).
A proposta segue em análise técnica e poderá passar por novas etapas de consulta pública antes da deliberação final dos órgãos competentes.
















