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Terra passou de aquecimento para “ebulição global”, diz ONU

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A ebulição é um processo de mudança do estado líquido para o estado gasoso de forma rápida.

Diferentemente da evaporação, onde a mudança de estado é lenta, a ebulição ocorre mais rapidamente, devido ao fornecimento de calor ao líquido.

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A Ebulição Global, por sua vez, foi um termo trazido a público pelo secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, em pronunciamento sobre a crise climática, em Nova York, no dia 27 de julho deste ano.

Mudanças Climáticas e o El Niño

Cientistas afirmam que as principais causas do calor extremo foram as mudanças climáticas e os efeitos do fenômeno El Niño, que já se estabeleceu e impacta o padrão do clima global.

Essas mudanças climáticas são causadas pela queima de combustíveis fósseis e outras atividades humanas, combinada com a chegada do fenômeno El Niño, que consiste em um fenômeno meteorológico que eleva as temperaturas, podendo inclusive se tornar um Super El Niño.

O El Niño é um fenômeno climático natural descrito como o aquecimento anormal das águas do oceano pacífico na sua porção Equatorial.

Ocorre de tempos e tempos, iniciando-se por volta do mês de dezembro, e causa transformações na circulação atmosférica, interferindo no regime pluviométrico e nas temperaturas em várias regiões do planeta.

Embora a onda de calor seja atribuída ao El Niño, a marca é um sinal alarmante das mudanças climáticas em andamento e das consequências devastadoras que as acompanham.

Os cientistas do Centro Nacional de Previsão Ambiental dos Estados Unidos acreditam que a combinação do evento climático natural El Niño e as contínuas emissões de dióxido de carbono pela humanidade estão aumentando o calor.

O cientista climático Friederike Otto, do Instituto Grantham para Mudanças Climáticas e Meio Ambiente do Imperial College London, no Reino Unido, declarou que a temperatura global de 17,01ºC é uma sentença de morte para as pessoas e para os ecossistemas.

O engenheiro Thiago Cabral acredita que a urgência climática demanda ações mais severas e maior investimento voltado a soluções sustentáveis dentro da Engenharia. Se antes isso era visto como oportunidade no setor, agora deve ser encarado como responsabilidade pelos profissionais da área, tanto em ações inovadoras preventivas, como também ações emergenciais em casos de desastres naturais, pensando em minimização de danos a sociedade e ágil restabelecimento das condições pré-desastre.

Rafaela Faria

Colunista e jornalista

Fonte: G1 e epocanegocios.globo.com

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