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Loja Maçônica promove debate sobre a depressão

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A Loja Maçônica Libertas Homini, promoveu na última sexta-feira, 6 de maio, um debate sobre a depressão. O evento, que contou com grande participação popular, teve como  palestrantes o  pastor Saldivar, a Psicóloga Nara Rezende e o médico psiquiatra Fabrício Henrique de Oliveira.

A Psicóloga Nara Rezende falou sobre a importância da acolhida à pessoa que está enfrentando a depressão, com apoio psicológico e incentivo a uma vivência da fé, dentro do que a pessoa acredita. Ressaltou trabalho do  psicólogo, que busca fazer com que o paciente se sinta melhor, buscando reverter o quadro, eliminando os sintomas da doença. “O psicólogo não só observa o que o paciente fala, mas também busca informações através das linguagens faciais e corporais, ajudando a pessoa a refletir e pensar em possibilidades de modificar seu estado, buscando novo estilo de vida, que inclui lazer, atividades físicas, dentre outras”. Declarou Nara, informando também que “a depressão não tem cura mas tem controle, à partir do momento em que ajuda a pessoa a lidar melhor com a situação. Disse ainda que quem vive com um  depressivo também precisa de tratamento, para compreender melhor como ajudar a pessoa.

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O formando em psicanálise, e pastor Saldivar, da Igreja Evangélica Canaã, falou sobre a importância da fé, que tem que ser trabalhada todos os dias, “pois todos os dias temos problemas”. Disse que a pessoas que chega ao estágio da depressão precisa entender o propósito da vida e que a vida sem  luz de Deus, sem um direcionamento espiritual, não faz sentido. “Se não nos conectarmos com a nossa origem que é Deus, vamos viver em melancolia. Disse que uma pessoa com  depressão não consegue enxergar seus próprios problemas e  não busca ajuda, se isolando e pensando que somente ele  tem problemas. O pastor falou também os casos de crianças depressivas, especialmente aquelas  que não tem a devida atenção dos pais, ressaltou que “a internet distancia as pessoas próximas e aproxima aquelas que estão longe, resultando em uma família depressiva”.

Falou sobre o alto índice de suicídio em Lafaiete, sendo a maioria por enforcamento; e que o suicida não quer acabar com a vida, e sim com a dor que está dentro dele.

O médico psiquiatra Fabrírico Oliveira falou que muitos profissionais da  saúde enfrentam a depressão, porém pensam que não precisam de ajuda por serem da área médica, por temerem dependência dos medicamentos, ou pensarem que depressão é uma fraqueza. Disse que a possibilidade de dependência é muito pequena e que o cérebro é um órgão que precisa de ajuda como qualquer outro do corpo humano.

Ressaltou que o suicídio acomete mais de um milhão de pessoas por ano e que mata mais que as guerras e assassinatos. “O suicídio tem uma forte ligação com a depressão, sentimentos de culpa, e outros pensamentos e comportamentos destrutivos.

O médico abordou alguns sintomas da depressão, como perda de apetite, de peso, de sono, sentimentos de culpa, de menos valia, dentre outros.

Sobre as formas de prevenção citou a prática de atividades físicas, religiosa, convivência com outras pessoas, busca por um propósito de vida, e entender que todos temos qualidades; que se não somos bons em determinada área somos muito melhores em outras.

Texto Sônia Santos

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