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Após 40 anos no corredor da morte, homem é libertado

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Um caso que escancara falhas graves no sistema judicial americano ganhou um novo capítulo na última segunda-feira (28). Aos 71 anos, Douglas Stewart Carter recuperou a liberdade após passar mais de quatro décadas no corredor da morte em Utah, nos Estados Unidos. A soltura ocorreu depois que uma rigorosa análise de DNA, cujos resultados chegaram à Justiça em 22 de setembro, o excluiu categoricamente como a fonte do sangue encontrado na maçaneta e no cabo da faca usada em um assassinato cometido em 1985.

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Carter deixou o cárcere no final da noite vestindo moletom cinza e acompanhado pelo filho, Tyler, e por sua equipe de defesa. Ele usará uma tornozeleira eletrônica com GPS enquanto aguarda os desdobramentos de um novo julgamento. Embora tenha sorrido timidamente e evitado falar com a imprensa, o clima em torno da sua libertação é marcado por controvérsias e contestações profundas sobre sua condenação original.

O peso da condenação e reviravoltas

O calvário judicial de Carter começou após a morte de Eva Olesen, tia de um chefe de polícia, que foi esfaqueada e baleada. Na época, nenhuma evidência física direta ligava o réu — que é negro — ao crime. O veredito de culpa baseou-se em uma confissão que ele sempre alegou ter sido obtida sob coação, além de depoimentos de duas testemunhas-chave que diziam ter ouvido o acusado se gabar do crime.

Anos mais tarde, a farsa ruiu. Localizadas no México em 2011, as testemunhas se retrataram publicamente, confessando que foram subornadas, instruídas a mentir e ameaçadas de deportação por policiais e promotores para incriminar Carter. Além disso, a defesa apontou falhas e supressão de provas por parte dos investigadores, que teriam ignorado relatos sobre um homem branco visto fugindo da cena e deixado de investigar outros suspeitos, como o próprio marido da vítima, falecido em 2009.

Agora, os advogados lutam pelo arquivamento definitivo da acusação de homicídio qualificado. Para a defesa, a permanência de Carter no corredor da morte só não culminou em execução devido à insistência na revisão de uma investigação marcada por graves desvios éticos e institucionais.

Serviço / Ficha Técnica

  • Ocorrência: Libertação após revisão de DNA e anulação de provas

  • Data da Soltura: 28 de setembro de 2026

  • Local: Utah, Estados Unidos (Cadeia do Condado de Utah)

  • Envolvido: Douglas Stewart Carter (71 anos)

  • Contexto Judicial: Preso desde 1985; aguarda novos desdobramentos e julgamento sob monitoramento de tornozeleira eletrônica

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