Contexto da pesquisa Datafolha sobre impeachment de ministros do STF
Nos últimos anos, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem estado no centro de debates acalorados envolvendo o equilíbrio entre os poderes e a confiança da população nas instituições. Em setembro de 2026, uma nova pesquisa do Instituto Datafolha trouxe à tona dados importantes sobre a percepção dos brasileiros em relação a dois ministros do STF: Alexandre de Moraes e André Mendonça. Segundo o levantamento divulgado no dia 12, 28% dos entrevistados defendem o impeachment de Moraes, enquanto 12% apoiam a mesma medida contra Mendonça.
Esses números indicam um sentimento de insatisfação crescente em parte da população, que questiona a atuação desses magistrados. O tema do impeachment de ministros do STF, embora previsto na Constituição Federal, é uma medida drástica e pouco frequente, que reflete um cenário de alta polarização política e judicial no país.
Quem são Alexandre de Moraes e André Mendonça e por que são alvos
O ministro Alexandre de Moraes ocupa uma posição destacada no STF, especialmente em julgamentos relacionados a temas sensíveis, como segurança pública e direitos fundamentais. Moraes também preside investigações relacionadas a atos antidemocráticos, o que lhe rendeu críticas de setores políticos e sociais que o acusam de excesso de poder.
Já André Mendonça, nomeado mais recentemente para o STF, possui histórico ligado ao Ministério da Justiça e a uma linha conservadora em suas decisões. Sua atuação tem gerado controvérsia, especialmente entre grupos que esperavam uma postura mais alinhada a correntes progressistas. A defesa de impeachment contra ele alcança 12% da população, um percentual significativo, embora menor que o apoio para a saída de Moraes.
Ambos os ministros representam, portanto, figuras centrais na atual conjuntura do Supremo, que enfrenta desafios para manter a legitimidade perante diferentes segmentos da sociedade e dos poderes constituídos.
Implicações políticas e judiciais do apoio ao impeachment
Um dado relevante que surge a partir dessa pesquisa é o potencial impacto político do sentimento de impeachment. Embora o processo seja complexo e dependa de critérios jurídicos rigorosos, o fato de quase um terço dos brasileiros apoiar a destituição de um ministro do STF revela um desgaste institucional. Isso pode aprofundar a crise entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, aumentando a instabilidade política no país.
Além disso, o apoio ao impeachment pode ser usado como instrumento político por grupos que buscam enfraquecer o papel do Supremo em decisões que contrariam seus interesses. Essa situação exige cautela para que o sistema democrático não seja ameaçado por pressões indevidas ou tentativas de deslegitimar o Judiciário.
É importante destacar que a Constituição prevê mecanismos para responsabilizar ministros do STF, mas eles devem ser acionados com base em fundamentos sólidos, evitando ações motivadas por insatisfações políticas momentâneas.
Análise e perspectivas para o cenário jurídico e político
O cenário revelado por essa pesquisa aponta para um momento delicado no relacionamento entre a sociedade e o Judiciário. A desconfiança em relação a ministros importantes do Supremo, como Moraes e Mendonça, pode indicar uma demanda por maior transparência e diálogo das instituições com a população.
Ao mesmo tempo, é fundamental que a defesa da democracia prevaleça, garantindo que eventuais processos de impeachment sejam conduzidos com rigor e respeito às normas vigentes. A polarização atual pode alimentar crises institucionais que prejudicam o funcionamento do Estado.
Por fim, acompanhar decisões como as recentes movimentações do ministro Fachin em investigações relacionadas a Moraes pode ajudar a compreender os desdobramentos jurídicos desse quadro — para isso, leia mais sobre fachin determina mudanças em investigação contra moraes e suspende apurações em casos master e inss. Também vale considerar como as críticas do presidente Lula ao ministro Mendonça influenciam o ambiente político, tema detalhado em lula critica divulgação seletiva de investigação pelo ministro mendonça.
Referência: www.em.com.br
Revisado em 12 de setembro de 2026. Conteúdo revisado editorialmente antes da publicação.
Fontes consultadas: www.em.com.br
















