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ANM eleva categoria de risco de barragem da Vale no complexo de Mariana
Passados apenas sete meses do término dos trabalhos de descaracterização, a barragem Campo Grande — sob responsabilidade da mineradora Vale no complexo de Mariana — voltou a entrar no radar de preocupações dos órgãos reguladores. A Agência Nacional de Mineração (ANM) atualizou formalmente a classificação da estrutura, rebaixando seu enquadramento de nível de risco “baixo” para “médio”.
A reavaliação técnica ocorreu após inspeções fiscais constatarem deficiências no sistema de conservação do reservatório. Entre as irregularidades apontadas pelo órgão regulador estão o assoreamento do sistema de drenagem decorrente da deposição de sedimentos e o aparecimento de processos erosivos nas encostas, que demandam recomposição da cobertura vegetal. Apesar das ressalvas, a ANM afasta a hipótese de risco iminente de colapso.
Dimensões da estrutura e potencial de dano
O rigor no acompanhamento é fundamentado na volumetria e no método de engenharia utilizado originariamente na estrutura — o mesmo modelo a montante envolvido nas tragédias de Mariana (2015) e Brumadinho (2019).
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Volume retido: Mais de 20 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração.
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Altura: Cerca de 100 metros.
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Potencial de Dano Associado (PDA): Classificado como “alto”, haja vista a estimativa de impactos sociais e ambientais graves para populações situadas no trecho a jusante da barragem.
Na visão de engenheiros e consultores em segurança geotécnica, embora a descaracterização reduza drasticamente as probabilidades de acidentes de grandes proporções, o passivo ambiental remanescente exige supervisão pública e investimentos privados contínuos, mesmo após a desativação da lavra.
Posicionamento oficial da Vale
Em resposta às determinações do órgão federal, a Vale informou que já deu início aos serviços corretivos exigidos. Em nota oficial enviada à imprensa, a mineradora ressaltou que alterações na Categoria de Risco (CRI) são previstas no processo de transição pós-obras e não comprometem a segurança do local.
Confira a nota da Vale na íntegra: “Conforme prevê a legislação, a barragem segue sob acompanhamento da Agência Nacional de Mineração (ANM) por um período de dois anos após a conclusão das obras. Nesse período, a Categoria de Risco (CRI) pode sofrer pequenas variações tratadas por meio de ações rotineiras de manutenção. Essa classificação não está relacionada à estabilidade da estrutura. A barragem Campo Grande continua sendo monitorada 24 horas por dia, sete dias por semana, pelos Centros de Monitoramento Geotécnico (CMG) da Vale.”
fonte: Jornal Geraes
















