Petróleo dispara 7% após tensão no Oriente Médio
Petróleo dispara 7% após tensão no Oriente Médio na esteira da retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, elevando o temor de interrupções no fluxo global da commodity.
Petróleo dispara 7% após tensão no Oriente Médio
Depois de três sessões de queda, o contrato do Brent para outubro avançou 7,32%, encerrando a quarta-feira a US$ 88,09 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), perto da máxima de US$ 88,41. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para setembro subiu 6,56%, a US$ 84,46, após tocar US$ 85,57.
A escalada teve início quando Estados Unidos e Arábia Saudita alvejaram grupos apoiados pelo Irã no Iraque, encerrando a trégua firmada no sábado (25). Em entrevista à Fox News, o presidente Donald Trump prometeu retaliação “severa” a Teerã.
Horas depois, o Departamento do Tesouro americano impôs sanções a dez entidades — seis na China — e a oito petroleiros ligados ao regime iraniano. “Os EUA não permitirão que o Irã use o transporte marítimo para financiar terrorismo”, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Teerã reagiu rejeitando a proposta de Omã para cogestão do Estreito de Ormuz e confirmou disparos contra navios no corredor estratégico, além de bases norte-americanas na Jordânia. No Mar Vermelho, houthis do Iêmen atingiram um petroleiro saudita no Estreito de Bab el-Mandeb, reforçando o bloqueio marítimo à Arábia Saudita.
Os gargalos simultâneos em Ormuz e Bab el-Mandeb, responsáveis por cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo, ampliam as incertezas sobre oferta e, por consequência, sobre a inflação global, destacam analistas ouvidos pela BBC.

Imagem: Liliane de Lima
No mercado interno dos EUA, os estoques da commodity recuaram 7,167 milhões de barris, para 404,508 milhões, na semana encerrada em 24 de julho, segundo o Departamento de Energia. A projeção do mercado apontava diminuição bem menor, de 600 mil barris, o que reforçou a pressão altista.
Especialistas avaliam que qualquer avanço diplomático permanece incerto enquanto prosseguirem os ataques e as sanções. Até lá, a volatilidade tende a permanecer elevada, com operadores monitorando de perto notícias sobre tráfego nos estreitos e eventuais represálias adicionais.
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Crédito da imagem: AlterYourReality/iStock















