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Bolsa brasileira volta a atrair investidores estrangeiros

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Bolsa brasileira volta a atrair investidores estrangeiros

Bolsa brasileira volta a atrair investidores estrangeiros após registrar saídas expressivas em maio e junho. Na primeira quinzena de julho, o saldo de capital externo na B3 ficou positivo em R$ 2,351 bilhões, interrompendo dois meses consecutivos de retirada líquida que somaram R$ 7,785 bilhões.

Fluxo positivo em julho

Dos 12 pregões realizados até 15 de julho, oito tiveram ingresso líquido de recursos vindos do exterior. O maior movimento ocorreu no dia 10, data de divulgação do IPCA de junho, quando a entrada chegou a R$ 1,521 bilhão. O índice oficial de inflação desacelerou mais que o previsto, reforçando expectativas de corte adicional de 0,25 ponto na Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de agosto.

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Por que o investidor voltou?

Analistas apontam três vetores principais para o retorno:

1. Valuation atrativo: mesmo com alta de 8 % no ano, o Ibovespa segue negociado a múltiplos considerados baratos no comparativo internacional.

2. Alívio inflacionário: a surpresa positiva do IPCA reduziu a percepção de risco, melhorando as projeções de lucro das empresas listadas.

3. Geopolítica favorável: o conflito no Oriente Médio sustenta preços do petróleo e beneficia exportadores de commodities, como o Brasil, tornando o mercado local relativamente mais atraente.

“No relativo, o Brasil aparece vencedor”, resume Raphael Figueredo, estrategista da XP Investimentos.

Segundo Filipe Villegas, estrategista da Genial Investimentos, a Bolsa está “sensível a qualquer fluxo marginal”. Essa característica facilita a recomposição parcial do capital estrangeiro, embora o movimento possa ser temporário e dependa do ambiente eleitoral e da política monetária dos Estados Unidos.

Para reforçar o contexto, relatório recente do Reuters destaca que mercados com baixo peso de tecnologia, mas forte presença de ativos tangíveis, funcionam como hedge às posições globais em inteligência artificial.

Riscos no radar

A perspectiva de juros elevados por mais tempo pelo Federal Reserve segue como principal ameaça. Um dólar estruturalmente forte tende a reduzir o apetite por emergentes e pode limitar novos aportes. Por isso, casas como a Genial mantêm postura defensiva, priorizando ações de alta liquidez, pagadoras de dividendos e exposição a moedas fortes.

Mesmo com incertezas, participantes de mercado veem mais chances de surpresa positiva, especialmente com a temporada de resultados do segundo trimestre. Caso os números corporativos confirmem a tese de valuation barato, o fluxo externo pode ganhar fôlego.

Quer acompanhar outros destaques da economia nacional? Visite a seção Brasil do Minas Informa e fique por dentro dos próximos movimentos do mercado.

Crédito da imagem: iStock.com/MicroStockHub

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