El Niño pressiona SLC Agrícola, mas empresa reforça preparo
El Niño pressiona SLC Agrícola e levou o BTG Pactual a reduzir levemente as estimativas de produtividade para a safra 2026/27, porém a companhia afirma que sua estrutura atual é muito mais resiliente do que em 2016.
El Niño pressiona SLC Agrícola, mas empresa reforça preparo
Em relatório divulgado nesta segunda-feira (20), o BTG Pactual revisou para baixo, de forma marginal, as projeções de produtividade da SLC Agrícola (SLCE3). O ajuste, segundo os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttila, reflete a maior incerteza climática ligada ao possível retorno do fenômeno El Niño, e não uma expectativa de colheita significativamente menor.
O banco lembra que episódios anteriores do fenômeno trouxeram efeitos variados: nas últimas 20 safras de soja em Mato Grosso, ocorreram sete El Niños, três deles fortes. Enquanto 2015/16 registrou queda acentuada, 2009/10 manteve rendimento estável. Essa heterogeneidade, destacam os analistas, exige cautela na modelagem das projeções.
Do lado corporativo, o CEO Aurélio Pavinato ressaltou, em entrevista, que a SLC está “muito mais preparada” do que durante o “Super El Niño” de 2016. Naquele ano, muitas áreas ainda eram recém-convertidas do cerrado e apresentavam baixa capacidade de retenção de água. Hoje, as lavouras contam com solos mais férteis, plantio direto consolidado e cobertura permanente, o que eleva a resistência a veranicos.
Outro diferencial relevante é a expansão da irrigação. A área equipada deve saltar de 4 mil para cerca de 25 mil hectares já na próxima safra, fator considerado crucial para mitigar extremos hídricos. Além disso, a empresa aperfeiçoou o manejo de fertilizantes, parcelando aplicações ao longo do ciclo para reduzir custos caso o clima se deteriore.
Para Pavinato, o El Niño não implica necessariamente perda de produtividade; em algumas regiões, como Mato Grosso, menos chuvas podem até favorecer a cultura, desde que o déficit não seja prolongado. “O risco verdadeiro é um veranico extenso”, resumiu o executivo.

Imagem: Pasquale o
Mercado e investidores seguem atentos. Segundo o BTG, o tema tem dominado reuniões recentes, pois historicamente o fenômeno gera chuvas excessivas no Sul e seca parcial no Centro-Oeste e Norte. Ainda assim, o banco conclui que projeções climáticas continuam entre as variáveis mais difíceis de prever, recomendando apenas ajustes graduais nos modelos.
Em síntese, enquanto o BTG adota prudência nos números, a SLC Agrícola aposta na maturidade de suas áreas, no avanço da irrigação e em estratégias flexíveis de insumos para enfrentar 2026/27.
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Crédito da imagem: REUTERS/Randall Hill
















