Tarifaço de Trump pode alterar cenário eleitoral de 2026
Tarifaço de Trump pode alterar cenário eleitoral de 2026 ao ameaçar impor alíquotas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros, medida esperada para ser anunciada na quarta-feira (15). Analistas avaliam que o movimento dos Estados Unidos, associado à atuação da família Bolsonaro em Washington, pode mudar o rumo da corrida presidencial brasileira.
Tarifaço de Trump pode alterar cenário eleitoral de 2026
Nesta segunda-feira (13), a pesquisa BTG Pactual/Nexus mostrou estabilidade nas intenções de voto: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém 47% contra 44% de Flávio Bolsonaro (PL) num eventual segundo turno, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Os próximos levantamentos, Futura/Apex na terça (14) e Genial/Quaest na quarta (15), não captarão o efeito das tarifas, pois serão divulgados antes do anúncio de Washington.
O impacto político do tarifaço de Trump ganhou força porque Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde 2025, tem defendido sanções comerciais via interlocutores no Capitólio. A Casa Branca de Donald Trump estuda sobretaxar aço, alumínio e produtos agroindustriais brasileiros, decisão semelhante à adotada em 2025 e depois revertida.
Lula tenta explorar o tema ao associar o adversário a medidas que podem prejudicar a economia nacional. Já Flávio Bolsonaro busca conter danos, afirmando a aliados que a implementação imediata favoreceria o atual presidente. Internamente, o senador também tenta se distanciar da crise familiar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, assunto que, segundo o levantamento de hoje, não alterou sua pontuação.
De acordo com especialistas ouvidos pela agência Reuters, choques externos costumam repercutir rapidamente nas pesquisas, sobretudo quando afetam emprego e renda. Caso a tarifa entre em vigor, setores exportadores projetam recuo de até 0,3 ponto percentual no PIB de 2026, fator que pode influenciar o voto do eleitor indeciso.

Imagem: Isabella Scaramucci
Novos números deverão refletir o humor do mercado após o anúncio norte-americano. Enquanto isso, campanhas de governo e oposição ajustam discursos para capitalizar — ou minimizar — o efeito das possíveis barreiras comerciais.
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Crédito da imagem: Money Times















