Durigan rebate BC sobre impacto de medidas de crédito
Durigan rebate BC sobre impacto de medidas de crédito ao afirmar que as ações de concessão de crédito e redução de juros lançadas pelo governo não comprometem o equilíbrio econômico nem pressionam a inflação.
Divergência entre Fazenda e Banco Central
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta segunda-feira, 29 de junho de 2026, que as iniciativas de estímulo ao crédito adotadas neste ano têm efeito restrito e não geram desequilíbrios macroeconômicos. A posição contrasta com o Banco Central, cujo Relatório de Política Monetária divulgado na quinta-feira anterior classificou tais ações como risco altista para a inflação.
Segundo Durigan, programas como o Desenrola Adimplentes, destinado à renegociação de dívidas, e o Move Brasil, que oferece financiamento mais barato para motoristas de aplicativo adquirirem veículos, “melhoram a vida das pessoas sem criar distorções nem atrapalhar a política monetária”. O ministro argumentou que a discussão sobre risco inflacionário, nesse caso, “procura respostas fáceis para questões complexas”.
No relatório, o Banco Central alertou que medidas fiscais ou de crédito só entram no cenário de referência quando aprovadas recentemente e, mesmo assim, carregam “incertezas relevantes” sobre o impacto em atividade e preços. Para a autarquia, o conjunto de ações patrocinadas pelo Tesouro potencializa pressões inflacionárias.
Durigan rebateu: “As linhas de crédito em condições melhores atingem pontualmente cada tomador; não é algo com magnitude suficiente para alterar a trajetória da inflação”. Ele ainda citou as políticas de contenção de preços de combustíveis como contributo do Executivo ao controle inflacionário.
Entre as ações destacadas pelo ministro estão a redução temporária de tributos sobre combustíveis e a subvenção de taxas de juros em faixas específicas de renda. Para Durigan, essas frentes aliviam o orçamento familiar e animam setores estratégicos sem provocar superaquecimento da demanda agregada.

Imagem: Estadão Cteúdo
Apesar do impasse entre Fazenda e Banco Central, o ministro reiterou que continuará calibrando as políticas de crédito “com responsabilidade fiscal” e em diálogo com a autoridade monetária.
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Crédito da imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil
















