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Petróleo sobe com escalada de ataques EUA-Irã no Golfo

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Petróleo sobe com escalada de ataques EUA-Irã no Golfo

Petróleo sobe com escalada de ataques EUA-Irã no Golfo. Os contratos futuros começaram a semana em alta depois que novos bombardeios entre Washington e Teerã voltaram a interromper o tráfego no Estreito de Ormuz, principal corredor do comércio mundial de energia.

Petróleo sobe com escalada de ataques EUA-Irã no Golfo

Às 4h45 (horário de Brasília) desta segunda-feira, o Brent avançava 0,43%, negociado a US$ 72,30 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subia 0,91%, para US$ 69,86. A reação ocorre após quatro dias de confrontos que expuseram a fragilidade do acordo de paz provisório assinado no início do ano.

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Analistas do ING observaram em relatório que, apesar dos “vários riscos em aberto”, os investidores parecem apostar em uma recuperação rápida dos fluxos de petróleo. Para o banco, essa percepção “pode surpreender para cima” caso os danos à infraestrutura demorem a ser reparados.

Na semana passada, o Brent acumulou queda de 10,6%, a terceira semanal consecutiva, após o volume de embarques atingir o maior nível desde fevereiro, quando teve início o conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. Entretanto, o ritmo voltou a cair depois que, na quinta-feira (25), um navio-tanque ligado ao Catar foi atingido, desencadeando a pior escalada militar desde a trégua.

Uma fonte do governo norte-americano afirmou no domingo (28) que Washington e Teerã concordaram em “pausar as hostilidades” e retomar as conversas sobre segurança de navegação. Mesmo assim, o ANZ alerta que o mercado “deverá reavaliar as expectativas de normalização da oferta do Golfo Pérsico”.

A Saudi Aramco reabriu na sexta-feira (26) o terminal de Ras Tanura, fechado há quase quatro meses. Os embarques, porém, seguem limitados por filas de petroleiros, danos a oleodutos e interrupções produtivas. Segundo o ANZ, a oferta pode levar todo o restante de 2026 para voltar aos níveis pré-conflito.

Para entender o contexto regional e seu impacto nos preços, confira a cobertura especial da agência Reuters, referência global em informação sobre energia e geopolítica.

No curto prazo, operadores seguem atentos a qualquer novo incidente no Estreito de Ormuz, que responde por cerca de um quinto do petróleo que circula pelo planeta. A volatilidade, portanto, deve permanecer elevada enquanto persistir a incerteza sobre o acordo de paz.

Saiba mais sobre os desdobramentos econômicos no país acessando nossa editoria Brasil e acompanhe as próximas atualizações.

Crédito da imagem: Reuters/Eli Hartman

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