Cole Palmer fora da Copa inspira debate com Matheus Pereira
Cole Palmer fora da Copa inspira debate com Matheus Pereira. A ausência do meia-atacante do Chelsea na convocação da Inglaterra para a Copa do Mundo de 2026 gerou críticas de ex-jogadores e levantou um paralelo com a não ida de Matheus Pereira, do Cruzeiro, à Seleção Brasileira.
Ingleses tropeçam e sentem falta de criatividade
Com 78% de posse de bola e 19 finalizações, a Inglaterra não saiu do 0 a 0 diante de Gana na segunda rodada do Grupo L, no Gillette Stadium, em Foxborough. O desempenho apagado reacendeu a discussão sobre a exclusão de Cole Palmer, 24 anos, da lista divulgada por Thomas Tuchel.
Justificativa de Tuchel para deixar Palmer de fora
O treinador alemão apontou uma sequência de lesões — virilha, coxa e fratura no dedo do pé — como principal motivo. Segundo Tuchel, os problemas físicos tiraram ritmo do meia, que marcou 10 gols e deu uma assistência em 26 jogos da Premier League 2025/26. Ainda assim, ele privilegiou quem encerrou a temporada em melhor forma, como Jude Bellingham, Eberechi Eze e Morgan Rogers, reforçando que “status não garante vaga”.
Comparação com Matheus Pereira agita mesa redonda
No Sportv, o apresentador André Rizek mediou o debate com Paulo Nunes, Renato Augusto e Felipe Melo. Paulo Nunes afirmou que a Inglaterra precisava de um “camisa 10” de criação, assim como a Seleção Brasileira carece de Matheus Pereira. “É o 10 que não tem”, concordou Felipe Melo, lembrando que Neymar segue fora de forma após problema na panturrilha.
Para os comentaristas, a lacuna criativa ficou evidente: Matheus Cunha, mesmo usando a camisa 9, assumiu a armação do Brasil, enquanto os ingleses apostaram em posse estéril sem Palmer.
Números sustentam a polêmica
Desde 2023, Palmer soma 14 convocações e dois gols pela Inglaterra, incluindo o gol na final da Euro 2024 diante da Espanha. O histórico garantiu popularidade entre torcedores, mas não convenceu Tuchel. Já Matheus Pereira, destaque do Cruzeiro, não recebeu oportunidades de Carlo Ancelotti na Seleção.

Imagem: Alexandre Guzanshe
Especialistas apontam que ambos reúnem características de construção de jogadas raras em seus elencos nacionais, condição que poderia ter evitado o tropeço inglês. Como observou o site da BBC Sport, equipes com maior posse de bola precisam de “refinamento no último passe” para transformar domínio territorial em gols.
No fim, o empate sem gols expôs o preço de escolhas conservadoras e intensificou o debate sobre espaço para jogadores criativos em Copas.
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Crédito da imagem: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press















