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Fundos imobiliários de papel dominam dividendos em 2026

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Fundos imobiliários de papel dominam dividendos em 2026

Fundos imobiliários de papel dominam dividendos em 2026. Levantamento da Grana Capital mostra que, entre janeiro e maio, os FIIs de recebíveis apresentaram os maiores rendimentos da B3, com destaque para KIVO11, LIFE11 e HABT11.

Fundos imobiliários de papel dominam dividendos em 2026

O estudo analisou o total de proventos pagos no ano em relação ao preço de fechamento das cotas em 29 de maio. Essa metodologia resulta em um yield acumulado, diferente do tradicional indicador anualizado de 12 meses.

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Na primeira posição aparece o Kilima Volkano Recebíveis (KIVO11), que alcançou yield de 8,84%. Mesmo com a queda de 5,78% no valor de cota — de R$ 64,85, em dezembro, para R$ 61,10 — o fundo distribuiu cerca de R$ 5,40 por cota, sustentado por uma carteira de CRIs 79% indexados ao IPCA+ e 21% ao CDI.

O Life Capital Partners (LIFE11) ocupa a segunda colocação, com 8,78% de rendimento, seguido pelo Habitat Pulverizados (HABT11), que entregou 7,79%. Estes FIIs também concentram seus investimentos em Certificados de Recebíveis Imobiliários, estratégia favorecida por inflação elevada e juros altos.

Completam o top 10: VRTM11 (7,43%), MANA11 (7,24%), TEPP11 (7,18%), PORD11 (7,14%), CYCR11 (7,10%), RPRI11 (7,08%) e HSAF11 (6,95%). Juntos, os dez veículos superam a média histórica de dividend yield do segmento, reforçando a atratividade dos FIIs de papel.

Segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o patrimônio dos fundos listados no ranking ultrapassa R$ 2 bilhões, evidenciando o apetite dos investidores por renda passiva indexada a indexadores de inflação e CDI.

Especialistas observam que a combinação de indexação híbrida, gestão ativa dos CRIs e preservação de caixa explica a resiliência dos rendimentos, mesmo em cenário de desvalorização de cota. Além disso, a perspectiva de manutenção dos juros em patamares elevados pode sustentar novos repasses aos cotistas nos próximos meses.

Para o investidor, é importante avaliar risco de crédito, duration dos títulos e liquidez de mercado antes de ampliar posição nesses fundos. A diversificação entre diferentes estratégias de recebíveis também ajuda a mitigar eventuais oscilações de preços.

No fechamento de maio, mais de 7,3 mil investidores compunham a base do KIVO11, número que cresce a cada divulgação de rendimentos. A tendência é semelhante nos demais FIIs listados, reforçando o movimento de migração de parte das carteiras de renda fixa para os fundos imobiliários.

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Crédito da imagem: MicroStockHub/iStock

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