Aporte de R$ 530 mi no Atlético reduz dívidas, diz Capelo
Aporte de R$ 530 mi no Atlético reduz dívidas, diz Capelo marca uma virada na saúde financeira do clube, segundo o especialista em finanças esportivas Rodrigo Capelo.
Aporte de R$ 530 mi no Atlético reduz dívidas, diz Capelo
O Conselho Deliberativo do Atlético aprovou, em 25 de maio, a injeção de R$ 530 milhões feita pela família Menin na Sociedade Anônima de Futebol (SAF). De acordo com o analista Rodrigo Capelo, a entrada desse capital “melhora muito” a situação financeira do clube, pois será direcionada quase integralmente ao pagamento de dívidas bancárias.
Capelo explicou que o aporte de R$ 530 milhões no Atlético é “indispensável” para reduzir os altos custos com juros. Apesar de o débito total não ser zerado, a quitação parcial reduz de forma significativa a despesa financeira anual. Em 2022, o Galo gastou cerca de R$ 300 milhões apenas com juros.
Mesmo sob forte endividamento, o Atlético manteve investimentos expressivos no elenco nos últimos anos. Para o jornalista, parte desses gastos passa despercebida pela torcida, pois envolve renovações, luvas e comissões. “O clube investe para preservar um elenco competitivo e agora começa a equilibrar vendas e compras de atletas”, observou.
A relação entre receitas e custos operacionais também apresenta sinais positivos. Segundo Capelo, “a conta operacional já fecha, ainda que por margem pequena”, o que reforça a importância do novo recurso para consolidar esse equilíbrio.
O especialista lembrou que o aumento da taxa básica de juros no Brasil, hoje em torno de 13% ao ano, encareceu drasticamente financiamentos contratados quando o índice estava perto de 4%. Esse cenário levou o Atlético a buscar recursos próprios em vez de rolar dívidas a custos cada vez mais elevados. Para entender como a alta dos juros afeta clubes e empresas, confira a análise da BBC Brasil.

Imagem: Reprodução
Capelo não descarta novos aportes. Há possibilidade de entrada de investidores estrangeiros, como o norte-americano Peter Grieve, que já negociou participação, mas não avançou por dificuldades de capitalização. “Até para o padrão Menin, já é muito dinheiro. Uma alternativa é vender parte das ações da SAF para novos parceiros”, concluiu.
Com a redução da exposição bancária e a perspectiva de novas parcerias, o aporte de R$ 530 milhões no Atlético inaugura uma etapa de alívio financeiro e abre espaço para investimentos estratégicos no futebol alvinegro.
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Crédito da imagem: Lucas Bretas/No Ataque















