Cruzeiro quebra tabu da Argentina nas Copas do Mundo
Cruzeiro quebra tabu da Argentina nas Copas do Mundo ao inaugurar a curta lista de atletas que, atuando no futebol brasileiro, vestiram a camisa albiceleste em Mundiais, um recorte de apenas cinco nomes em 96 anos de história.
Cruzeiro quebra tabu da Argentina nas Copas do Mundo
Desde a primeira edição da competição, em 1930, a Seleção Argentina disputou 19 dos 23 torneios já realizados e conquistou três títulos. Mesmo assim, escalar jogadores que atuam fora do país, especialmente no Brasil, sempre foi exceção. O ponto de virada aconteceu em 1974, quando o zagueiro Roberto Perfumo, então no Cruzeiro, foi convocado para o Mundial da Alemanha Ocidental.
Perfumo, apelidado de “Marechal”, chegara à Toca da Raposa em 1971, logo após ser campeão da Libertadores e do Intercontinental pelo Racing. Em Belo Horizonte, formou uma zaga histórica com Procópio Cardoso e levantou três títulos mineiros. Sua convocação abriu caminho, mas demorou quase três décadas para que a Argentina repetisse a prática.
O reencontro com um celeste aconteceu em 2002. Ídolo cruzeirense, Juan Pablo Sorín integrava o time comandado por Marcelo Bielsa, que desembarcou no Japão e Coreia do Sul como favorito, mas caiu ainda na fase de grupos. Sorín, lateral de apoio constante e capitão eventual, era peça-chave naquele elenco.
Quatro anos depois, já em 2006, o técnico José Pékerman voltou a olhar para o Brasil. O Corinthians, campeão nacional em 2005, cedeu o volante Javier Mascherano e o atacante Carlos Tevez. Ambos participaram da campanha que terminou nas quartas de final, mantendo o total de argentinos “brasileiros” em Copas em apenas quatro nomes.
A lista ficou estagnada até 2026. Para o próximo Mundial, Lionel Scaloni incluiu o centroavante José Manuel “Flaco” López, destaque do Palmeiras, entre os 26 convocados. O camisa 9 terá a missão de disputar posição com Julián Álvarez e Lautaro Martínez.

Imagem: Divulgação
Dos cinco jogadores citados, dois vestiam azul-celeste, reforçando a relevância do Cruzeiro nesse capítulo singular do futebol sul-americano. Em números: a Argentina convocou centenas de atletas em 19 Copas, mas apenas 2,1% atuavam no exterior e, destes, 0,22% estavam no Brasil—uma estatística que evidencia a quebra de paradigma iniciada em Belo Horizonte.
Segundo dados da FIFA, poucas seleções campeãs recorrem a ligas estrangeiras fora da Europa para formar seus elencos, o que torna o caso cruzeirense ainda mais emblemático.
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Crédito da imagem: Divulgação/AFA















