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Pix impulsiona cartões e não é concorrência desleal

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Pix impulsiona cartões e não é concorrência desleal

Pix impulsiona cartões e não é concorrência desleal. O CEO da PagBrasil, Alex Hoffmann, defendeu que o sistema de pagamentos instantâneos foi criado para inclusão financeira e não para prejudicar bandeiras internacionais, rebatendo ameaça dos Estados Unidos de aplicar tarifa de 25% a produtos brasileiros.

Pix impulsiona cartões e não é concorrência desleal

Hoffmann afirma que não existe base técnica ou regulatória para acusar o Pix de prática comercial injusta. Segundo ele, o projeto do Banco Central visou modernizar a infraestrutura de pagamentos, reduzir o uso de dinheiro físico e ampliar a competição bancária no país.

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Mesmo com o avanço do Pix — que hoje representa mais de 54% das transações nacionais — o executivo salienta que o mercado de cartões continua em franca expansão. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostram que as operações com cartões somaram R$ 4,5 trilhões em 2025, alta de 125% em comparação a 2020, ano de lançamento do sistema.

Pressão dos EUA envolve disputa comercial

A investigação da Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) ganhou força após lobby do Information Technology Industry Council (ITI), que reúne grandes bandeiras de cartão. Para Hoffmann, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de negociação comercial e não de uma análise técnica sobre o Pix.

“Trata-se de uma modernização doméstica, não de um instrumento contra empresas americanas”, declarou. Ele lembra que instituições financeiras estrangeiras que atuam no Brasil participam do Pix em condições regulatórias idênticas às das nacionais.

Cartões ganham com a inclusão financeira

Apesar da redução da fatia relativa dos cartões no volume total de pagamentos, Hoffmann destaca que o “bolo cresceu”. O avanço do Pix trouxe milhões de brasileiros para o sistema financeiro, o que, segundo ele, turbina igualmente o uso de cartões em compras presenciais e online.

Para o executivo, a sinergia entre Pix e cartões comprova que não há concorrência desleal, mas sim um ecossistema ampliado de meios de pagamento que beneficia consumidores, bancos, fintechs e empresas estrangeiras que operam no país.

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Crédito da imagem: Divulgação

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